Atual presidente não planeia candidatura à Câmara de Ponta Delgada

FOTO CMPD

A presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Maria José Duarte, afirmou que não está nos seus planos candidatar-se à presidência daquela câmara nas próximas autárquicas, uma vez que assumiu o “compromisso” de “concluir o presente mandato”.

Em entrevista publicada este domingo, 27 de dezembro, no jornal Açoriano Oriental, questionada sobre uma candidatura à presidência da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Maria José Duarte disse estar “concentrada” nas “políticas públicas” a implementar para retomar a “normalidade” da “vida social e económica” no município.

“O compromisso que assumi foi o de concluir o presente mandato. É isso que espero fazer. Não está nos meus planos candidatar-me. Estou concentrada na ação diária da Câmara Municipal de Ponta Delgada”, afirmou.

Em junho deste ano, a até então vice-presidente Maria José Duarte assumiu a presidência da câmara depois de Humberto Melo ter renunciado ao cargo por questões de saúde.

Humberto Melo havia em março sucedido a José Manuel Bolieiro, que saiu da autarquia para se dedicar em exclusivo à liderança do PSD/Açores, tendo Bolieiro assumido posteriormente a liderança do Governo dos Açores.

Na entrevista ao Açoriano Oriental, Maria José Duarte também justificou a ordem de demolição das galerias da calheta Pero de Teive, na marginal de Ponta Delgada, considerando que “está em causa o interesse público”.

“Com a nossa atuação, conseguimos já que o promotor fizesse a limpeza parcial do terreno. Mas há outros aspetos a ser resolvidos imediatamente. O promotor estava a utilizar a obra inacabada sem qualquer licença de utilização. Ordenamos que essa utilização terminasse imediatamente”, afirmou.

A 11 de novembro, a Câmara Municipal de Ponta Delgada decidiu por unanimidade “ordenar a demolição da obra inacabada e ilegal das galerias comerciais da Calheta Pêro de Teive”, num processo que se arrasta há mais de dez anos.

Na entrevista, Maria José Duarte também destacou que em 2021 haverá uma “redução de receitas municipais” e que os munícipes “vão sentir o efeito” da redução do IRS e do IMI.

“Num período de incerteza sobre o fim desta crise de saúde pública e sanitária, que rapidamente se transformou em crise económica e social, é preciso dar confiança aos munícipes. É este o espírito do orçamento do município de Ponta Delgada para 2021”, lê-se na entrevista.

Para 2021, a Câmara Municipal de Ponta Delgada aprovou, com os votos favoráveis do PSD e a abstenção do PS, um orçamento de 56 milhões de euros que aposta na coesão social e territorial.

Lusa/DL

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