BE coloca o combate ao desemprego no topo das prioridades para a Lagoa

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Mário Rui Pacheco, candidato do Bloco de Esquerda (BE) à autarquia da Lagoa, aponta o combate ao desemprego como grande prioridade para o próximo mandato e propõe a criação de um Observatório Municipal de Emprego que englobe os parceiros sociais locais, de modo a fazer um diagnóstico claro da situação, a cada momento, e projetar soluções”.

“Com o aumento do desemprego”, provocado pela pandemia, “podemos esperar o acréscimo descontrolado dos índices de pobreza, a perda generalizada do poder de compra das famílias, o agravamento do insucesso escolar, e o crescimento do risco de exclusão”. Perante esta realidade, Mário Rui Pacheco entende que a autarquia tem de agir antes dos problemas surgirem.

Na apresentação da candidatura, realizada esta quarta-feira, 8 de agosto, o candidato salientou também a importância de garantir habitação a preços acessíveis e a criação de um serviço de minibus como prioridades para fixar população na Lagoa e dinamizar a economia do concelho.

“O autarca de hoje tem de ser o autarca da qualidade de vida, da cidadania, da sensibilidade social, do equilíbrio ambiental, do futuro, da coesão entre todas as freguesias”, disse Mário Rui Pacheco, apontando a linha de atuação que pretende seguir se for eleito.

Em declarações ao Diário da Lagoa, o candidato bloquista salienta que a escolha do Porto dos Carneiros como palco da apresentação da candidatura surge “por causa do desinvestimento no Porto ao longo destes anos” e acrescenta que “já vem do tempo do Dr. Carlos César, quando o governo prometeu mundos e fundos aqui para o Porto dos Carneiros e ficou sempre esquecido. A Dra. Cristina Calisto também prometeu que passaria aqui a ciclovia que iria até Santa Cruz e até agora não passou e nenhum destes investimentos são vistos. Nós queremos fazer propostas que deem vida ao Porto, seja de que maneira for. Tem que se reabilitar e dar uma visão de porto porque atualmente estão cada vez mais a desaparecer os pescadores”.

Revela que as expetativas nestas eleições passam por alcançar “a maior votação possível para o Bloco de Esquerda, nomeadamente ter deputados na Assembleia Municipal, como também, se possível e se os lagoenses acreditarem em mim e neste projeto, ter uma vereação”.

O Bloco de Esquerda apresenta pela primeira vez uma candidatura às autárquicas na Lagoa. António Lima, líder do partido, salienta que o facto de o partido concorrer já à câmara, à assembleia municipal e a juntas de freguesia “é um sinal do crescimento do Bloco e da consolidação e da consistência do trabalho que tem sido feito”.

O coordenador do Bloco de Esquerda deixou críticas aos partidos que têm representação nos órgãos da autarquia, PS e PSD. “Nos últimos quatro anos não houve oposição, o PSD, que agora quer ser alternativa, desertou e desistiu de fazer oposição”. Por isso é importante eleger candidatos do Bloco de Esquerda.

Quanto ao partido que tem liderado a autarquia, António Lima diz que o PS cedeu aos interesses económicos em vez de defender o interesse da população: “Durante anos, o PS dizia que não haveria hotéis no Tecnoparque, mas bastou aparecer um interessado, para se mudarem todos os planos e ceder ao interesse de privados”.

António Lima frisa ainda que “quem confiou no Bloco de Esquerda para estar representado na Assembleia da República e para estar representado no parlamento dos Açores, deve confiar no Bloco de Esquerda para também estar representado no concelho da Lagoa”, porque isto “é a garantia de haver uma oposição com alternativas, que não irá desiludir e que não se calará perante as injustiças”.

DL

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