BE exige intervenção do Governo Regional na Ferraria

Termas Ferraria São Miguel Açores

O Bloco de Esquerda exige uma acção imediata do Governo Regional na resolução dos problemas que a zona balnear da Ferraria apresenta, inaceitavelmente, numa época em que é visitada por milhares de pessoas. Em reunião com os membros da Junta de Freguesia dos Ginetes, os dirigentes do BE ouviram relatos do abandono a que o local tem sido votado pelo Governo Regional.

Vidros partidos na infraestrutura abandonada, duches que não funcionam, madeiras podres, caixotes do lixo ferrugentos, sanitas partidas, falta de limpeza e manutenção. É este o cenário descrito pelos representantes da população da freguesia dos Ginetes quando falam da Ferraria, um dos mais emblemáticos monumentos naturais dos Açores.

O BE não compreende a falta de cooperação do Governo com a Junta de Freguesia dos Ginetes e acusa mesmo o executivo de estar a tratar este assunto com negligência, prejudicando os utilizadores daquele espaço – locais e visitantes.

A enseada da nascente de água quente mostra sinais de degradação, sem que tenha sido realizado qualquer trabalho de protecção, ao longo dos anos, o acesso ao mar só pode ser feito por uma escada de metal que, só no último ano, já enviou crianças e adultos para o hospital, e a corda de segurança que existe na zona de entrada do mar não apresenta condições de segurança.

O BE sabe que o Governo já reparou a escada de acesso ao mar, mas espera que a acção do Governo Regional não se limite apenas a este arranjo minimalista.

A Ferraria é a única estação termal que está aberta ao público nos Açores e que representa um postal turístico único no termalismo mundial, no entanto, não existe uma placa identificativa bilingue com informação sobre o local e a sua forma de utilização – a placa que lá está apenas refere a temperatura da água.

É inadmissível que passados cinco anos de uma obra pública da responsabilidade do Governo Regional, que ultrapassou os 4,5 milhões de euros e que tem custado centenas de milhar em correcções, em larga medida por erros do projecto – como o tipo de canalizações usadas ou o tipo equipamento da infraestrutura totalmente inadequado para uma zona de mar – que ao longo deste últimos três anos a tutela não se digne a resolver – em cooperação com a junta de freguesia – um conjunto de problemas que afectam a segurança das pessoas e a imagem de uma zona que é Monumento Natural Regional.

DL/BE/ foto@direitos reservados

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