Bolieiro diz que é preciso aprofundar legado deixado pelo PS

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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, reconheceu esta quarta-feira, 16 de dezembro,  que o executivo, recém-empossado, tem ainda de “aprofundar o conhecimento do legado” deixado pelos governos socialistas.

“Teremos, quanto ao legado, de saber adotar uma atitude pragmática, na procura de soluções para os problemas concretos que temos. O Governo manter-se-á sereno perante as dificuldades que surjam. Recusará omitir as realidades do presente ou aceitar justificações irresponsáveis dos problemas e identificações de caminhos fáceis ou demagogia”, declarou o social-democrata, falando em Ponta Delgada durante o evento “100 Maiores Empresas dos Açores 2019”.

Bolieiro definiu o seu Governo como “partidariamente plural na formação mas uno na ação e objetivo”, e reiterou que o executivo “não vai fingir que tem mais dinheiro do que o que tem”, mas procurará que, por exemplo, a iniciativa privada tenha “condições estáveis para investir”.

Na ocasião, o governante lembrou que 2019 foi “um dos melhores anos de atividade económica” dos Açores, numa economia “impulsionada pelo setor do turismo” e que “alavancou outros setores económicos como a agricultura, pescas ou mesmo serviços”.

A cerimónia das maiores empresas da região, com a chancela do jornal Açoriano Oriental, distinguiu a Eletricidade dos Açores como a maior empresa da região, o grupo Bensaude como a melhor empresa e Eduardo Ferreira, fundador de uma fábrica de licores, foi eleito o gestor do ano.

O Programa do novo Governo dos Açores (PSD/CDS/PPM) foi aprovado na passada sexta-feira na Assembleia Legislativa Regional com 29 votos a favor e 28 votos contra.

O novo Governo Regional dos Açores, liderado por José Manuel Bolieiro, do PSD, tomou posse no final de novembro na Assembleia Legislativa da região, na Horta.

O Programa do novo Governo dos Açores, que tem Artur Lima (CDS-PP) como vice-presidente, reconhece que a região “vive uma situação económica e social delicada” e admite que a pandemia agravou “debilidades” nesses dois campos.

O PS perdeu em outubro, nas legislativas regionais, a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal, somando assim o número suficiente de deputados para atingir uma maioria absoluta (29).

Lusa/DL

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