Bolieiro reconhece que o “cansaço” da população dificulta o cumprimento das regras

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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse esta sexta-feira, 23 de julho, que as medidas de combate à pandemia da covid-19 são decididas com “equilíbrio” e “bom senso”, reconhecendo que o “cansaço” da população dificulta o cumprimento das regras.

“Estamos a decidir com equilíbrio, com bom senso, na procura de chamar à atenção às pessoas para a prudência, designadamente da etiqueta recomendada pela Autoridade Regional de Saúde pública para os comportamentos individuais”, afirmou, após uma reunião na sede da Presidência, em Ponta Delgada, com a embaixadora do Canadá em Portugal, Elizabeth Rice Madan.

O diretor regional da Saúde, Berto Cabral, anunciou esta sexta-feira alterações às medidas restritivas de combate à covid-19 no arquipélago, registando-se um alívio, com alargamento de horários de funcionamento da restauração e redução do período de circulação na via pública, mesmo nos concelhos de alto risco.

“Com o cansaço da população, e por isso a dificuldade de aderir às medidas mais restritivas, e o impacto que tem na economia, é preciso utilizar nesta avaliação do presente e para o futuro no controlo da pandemia, uma visão mais holística relativamente às opções de decisão política”, observou Bolieiro.

O presidente do Governo regional (PSD/CDS-PP/PPM) disse que as medidas acarretam uma “componente de restrição” para “dar um sinal de que importa ter um condicionamento à normal atividade das pessoas”.

Para Bolieiro, existe, “efetivamente”, um cansaço” da população quanto à pandemia da covid-19.

Devido a esse “cansaço”, as medidas de controlo da pandemia devem ser “adaptadas à circunstância epidemiológica”, ao processo de vacinação e à “capacidade de resposta” do Serviço Regional de Saúde, defendeu.

O presidente do executivo açoriano destacou que as novas variantes da pandemia têm uma “especificidade muito aceleradora da propagação” do novo coronavírus.

Contudo, ressalvou, a taxa de vacinação na região permite ter uma “outra oportunidade e um outro espaço” para “minimizar o risco de propagação” da covid-19.

“Felizmente, nos Açores temos, e adiantamo-nos em relação à média nacional, um conjunto de ilhas com vacinação superior a 70% da população e com imunidade de grupo adquirida”, lembrou, referindo-se à Operação Periferia, que vacinou em massa cinco ilhas açorianas sem hospital (Flores, Pico, Graciosa, São Jorge e Santa Maria).

Lusa/ DL

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