Câmara da Madalena do Pico quer ver resolvidos prejuízos do furação Lorenzo

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O presidente da Câmara Municipal da Madalena do Pico disse esta terça-feira, 2 de fevereiro, acreditar na resolução das situações e prejuízos provocados pela passagem do furacão Lorenzo, embora as verbas previstas não tenham alegadamente ainda chegado todas à região.

“Eu espero que todas as situações que estavam identificadas [prejuízos causados pelo furacão Lorenzo] sejam realmente resolvidas. Acredito que serão resolvidas”, declarou José António Soares, à Lusa, na sequência de uma reunião, na ilha do Pico, com o secretário Regional do Mar e Pescas, Manuel São João.

Na sequência da aprovação do orçamento da Câmara Municipal da Madalena para 2021, em novembro, o autarca explicou à agência Lusa que há uma “série de projetos comunitários aprovados este ano, no âmbito do Programa Operacional 2020, que fazem aumentar o orçamento”, havendo também a considerar verbas na ordem dos 400 mil euros para fazer face aos estragos causados pelo furação Lorenzo.

Esta terça-feira, o autarca social–democrata afirmou “não querer acreditar noutro caminho que não seja esse, de resolução” dos estragos causados pelo furação Lorenzo na ilha, recordando que existem os contratos de cooperação técnica e financeira entre a administração regional e a administração local, que foram assinados com o anterior governo socialista.

José António Soares manifestou também ao secretário Regional do Mar e Pescas algumas preocupações relacionados com projetos já assegurados, “mas que não estavam materializados em termos de obra”, tais como os relacionados com os temporais de dezembro.

Em 24 de fevereiro, a maioria de direita no parlamento dos Açores aprovou um voto de protesto contra o Governo da República, socialista, por alegada falta de compromisso para com a região relativamente à comparticipação de despesas provocadas pelo furacão Lorenzo.

O voto, apresentado pelo PSD, teve a concordância de CDS-PP, PPM, Chega e Iniciativa Liberal, tendo o PS votado contra e o BE optado pela abstenção.

Na altura, o deputado do PAN declarou ser sua intenção abster-se, mas no momento da contagem não esteve na sala.

“A solidariedade da República falhou”, considerou o deputado social-democrata Bruno Belo na apresentação do voto, exortando os socialistas Vasco Cordeiro (antigo presidente do Governo Regional socialista que antecedeu ao atual executivo de maioria PSD/CDS-PP/PPM) e Sérgio Ávila (vice-presidente do Governo liderado por Vasco Cordeiro), que tinham falado publicamente sobre o tema há pouco tempo, a se entenderem em nome do “superior interesse dos Açores”.

Na resposta ao repto, Sérgio Ávila disse no plenário da Assembleia Legislativa, que não houve incumprimento da República e que, nesse contexto, o voto não tinha razão de ser.

“Até ao final de 2020 a região recebeu um pouco mais dos 85% do apoio que estava contratualizado e definido”, sublinhou o socialista.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em 02 de outubro de 2019, provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, de acordo com a estimativa feita pelo então presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

Do valor total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízos com a passagem do furacão, 85% será assumido pelo Governo nacional, ficou logo estabelecido.

Lusa/ DL

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