Câmara Municipal descerra placa em homenagem aos açorianos detidos na sequência do 6 de junho

Jardim interior do CMC

A Câmara de Ponta Delgada vai assinalar, sábado, os 40 anos do 6 de junho, descerrando uma placa no Centro Municipal de Cultura, na qual recorda os nomes dos 31 micaelenses que foram presos de madrugada, em suas casas, na sequência da grande manifestação popular em defesa dos interesses dos açorianos.

Foi precisamente no lugar onde vai ser descerrada a placa (jardim interior do Centro Municipal de Cultura, localizado na Rua 6 de Junho), que, a 6 de junho de 1975, ocorreu a grande manifestação popular em defesa dos interesses açorianos que invadiu a cidade de Ponta Delgada e culminou junto ao Palácio da Conceição.

A sessão, que será presidida por José Manuel Bolieiro, está marcada para as 18h00, com o descerramento da placa evocativa a Abel da Câmara Carreiro, Aguinaldo da Silva Almeida Carneiro, Álvaro Pereira Branco Moreira, António Brum de Sousa Dourado, António Clemente Pereira da Costa Santos, António José de Amaral, António Manuel Gomes de Meneses, António Nuno Alves da Câmara, Armando Guilherme Goyanes Machado, Bruno Tavares Carreiro, Carlos Eduardo da Silva Melo Bento, Eduardo José Pereira de Almeida Pavão, Fernando Manuel Mont’Alverne de Sequeira, Gualberto Borges Cabral, Gustavo Manuel Soares Moura, João Gago da Câmara, João Luís Soares dos Reis Índio, João Manuel Furtado Rodrigues, José Joaquim Vaz Monteiro de Vasconcelos Franco, José Manuel Duarte Domingues, José Nuno de Almeida e Sousa, Luís dos Reis Índio, Luís Manuel Duarte Domingues, Luís Maria Duarte Moreira, Luís Octávio dos Reis Índio, Luís Ricardo Vaz Monteiro de Vasconcelos, Manuel da Ponte Tavares de Brum, Manuel Oliveira da Ponte, Tomaz Faria Caetano, Valdemar de Lima Oliveira e Victor do Carmo Cruz.

A sessão será aberta a todos os interessados e durante a mesma será lançado o livro “1975: INDEPENDÊNCIA? – O ‘verão quente’ nos Açores”, da autoria de José Andrade, e publicado pela Letras Lavadas Edições. Este é o segundo volume da trilogia política “Anos Decisivos”.

O livro tem prefácio de Álvaro Monjardino e retrata a vida política açoriana durante o ano de 1975 nos antigos distritos autónomos de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, desde a eleição da Assembleia Constituinte à criação da Junta Regional passando pelas manifestações populares, movimentações independentistas e iniciativas autonomistas.

A apresentação do livro inclui uma breve “tertúlia de memórias políticas” com protagonistas locais de 1975 – Américo Viveiros (então Deputado à Assembleia Constituinte) e Gustavo Moura (então diretor do jornal Açores), moderada pelo diretor executivo o Diário dos Açores, Osvaldo Cabral.

DL/CMPD

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