CDU pede tomada de posição política “urgente” sobre Centro de Saúde das Velas

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A CDU pediu esta quarta-feira, 18 de novembro, um esclarecimento “urgente” do próximo executivo dos Açores em relação ao Centro de Saúde das Velas, em São Jorge, alegando que devido à “falta de condições” no atual edifício estão a ser transferidos internamentos.

“É urgente uma tomada de posição cívica e política, a situação não se pode prolongar, está dia a dia a agravar-se e a degradar-se e os jorgenses não podem esperar mais”, aponta a CDU de São Jorge, numa nota enviada às redações.

O executivo regional do PS, atualmente em saída de funções, tinha em curso obras de reabilitação e beneficiação do Centro de Saúde das Velas, uma intervenção que foi temporariamente suspensa em meados de abril, tendo em consideração a necessidade de proteção da saúde de trabalhadores e da população no âmbito da pandemia de covid-19, mas a empreitada foi retomada em maio.

Esta quarta-feira, na nota enviada, a CDU – que perdeu representação parlamentar nas eleições de outubro – alerta que a obra está “completamente parada”, referindo que “neste momento os internamentos nas Velas estão já a ser colocados na Calheta”, numa altura em que a afluência ao serviço de urgência tende “a aumentar devido às doenças sazonais de inverno e outros problemas”.

Para a CDU, que diz ter sido “a primeira força política a denunciar a insustentabilidade” do Centro de Saúde das Velas, a construção de um edifício de raiz deverá ser a opção, porque o atual já foi alvo de “diversas intervenções ao longo dos anos”, sem se resolver os problemas.

“A CDU apresentou, já em 2018, na Assembleia Municipal das Velas, através do seu deputado António Machado, uma proposta de recomendação que visava a intervenção do município junto do Governo Regional para a construção de raiz de um centro de saúde novo para as Velas. CDS e PS abstiveram-se, apenas PSD votou favoravelmente. Continuará a ser esta postura contraditória dos partidos que agora formam uma solução governativa (PSD/CDS) e continuará o PS a colocar-se em ‘cima do muro’ relativamente a esta questão?”, questiona a coligação formada por PCP e Os Verdes.

No seu entender, “a questão passa, fundamentalmente, pela vontade política”, sendo “urgente que, face aos resultados das eleições de 25 de outubro e à solução governativa encontrada, a população do concelho e da ilha seja esclarecida, sem subterfúgios, de qual é a posição dos seus deputados eleitos”.

Lusa/DL

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