Diretora Regional da Educação defende que o combate ao insucesso escolar é uma tarefa de todos os açorianos

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A Diretora Regional da Educação reconheceu, em Vila Franca do Campo, que “as escolas, sozinhas, não estão a conseguir os resultados esperados” no combate ao insucesso escolar, uma vez que “as causas do insucesso extravasam a sua capacidade de intervenção”.

Falando na Semana Cultural e Desportiva promovida pela Junta de Freguesia de S. Pedro sobre o ProSucesso, Plano Integrado de Promoção do Sucesso Escolar, Fabíola Cardoso defendeu, por isso, a necessidade de “um maior envolvimento das famílias”, a par da ação do Governo, no aumento da excelência escolar.

Esse envolvimento passa, nomeadamente, por promover “uma cultura de valorização da escola, do conhecimento e da qualificação” e que “combate a visão fatalista com que se assume o insucesso, como algo que passa de pais para filhos e que não se consegue contrariar”, frisou.

Para a Diretora Regional da Educação, “este combate pelo sucesso escolar de forma integrada, que mobiliza escolas, pais, vários departamentos do governo regional, autarquias, associações de natureza diversa, é uma luta que tem de ser assumida pelos açorianos, para que todos acreditem e contribuam para que as nossas crianças sejam capazes de concluir o ensino básico em nove anos, e o ensino secundário em três”.

Neste sentido – referiu-, a iniciativa da Junta de Freguesia de S. Pedro de Vila Franca do Campo, ao “incluir na Semana Cultural e Desportiva uma reflexão sobre o ProSucesso, traduz esta consciência de que o sucesso escolar não é uma preocupação só da escola”.

Esta abordagem integrada na promoção do sucesso escolar que “agora, com o ProSucesso, se inicia de forma mais concreta e abrangente em todas as escolas dos Açores, além de ser prioritária, é urgente”, adiantou.  Deste modo, enfatizou Fabíola Cardoso, “não podemos adiar um dia, um ano” este desafio.

A Diretora Regional da Educação manifestou, por isso, “alguma perplexidade” quando “ouvimos alguns, que reconheceram a importância e a qualidade do ProSucesso e disseram que só pecava pela demora, estarem, agora, preocupados com o pouco tempo que as escolas têm para preparar a implementação do Plano já no próximo ano letivo”.

Além disso, concluiu Fabíola Cardoso, “o ProSucesso é um plano dinâmico, que não se esgota em 2015/2016”, será “monitorizado e aperfeiçoado, para se adotarem as melhores respostas e se cumprirem as metas intermédias de 2020, e as de 2025/26, pois só quando os alunos que dele começam a beneficiar no 1º ciclo chegarem ao fim do ensino básico é que teremos dados fiáveis para a avaliação deste grande desígnio regional que é o ProSucesso, Açores pela Educação”.

O Governo dos Açores, recorde-se, além da criação do ProSucesso, cujo arranque efetivo ocorrerá no próximo ano letivo, tem implementado, ao longo dos últimos anos, diversas medidas com o objetivo de permitir que todos os jovens açorianos concluam com êxito os diferentes níveis de escolaridade.

DL/GaCS

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