Estudo sobre comportamentos vai reforçar medidas do plano de ação na área das dependências

Os resultados “Estudo de caracterização dos comportamentos aditivos na Região Autónoma dos Açores – avaliação e análise dos resultados” vão permitir “fechar o Plano de Ação Regional de Prevenção e Intervenção em Comportamentos Aditivos e de Dependência, reforçando algumas medidas e redirecionando outras”, afirmou a Secretária Regional da Saúde, Teresa Machado Luciano, perante a Comissão dos Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, em Ponta Delgada.

Em audição realizada a requerimento do Grupo Parlamentar do PS sobre o estudo, Teresa Machado Luciano adiantou que o plano deverá ser divulgado no espaço de um mês.

A Diretora Regional da Prevenção e Combate às Dependências, Suzete Frias, também participou na audição, tendo declarado que o plano se baseia na “intervenção comunitária e no desenvolvimento de Redes Locais de Intervenção”.

A investigação sobre comportamentos aditivos e dependências na Região, que resulta de uma recomendação da Assembleia Legislativa, de 2017, por proposta do Bloco de Esquerda, teve como objetivo analisar a problemática da toxicodependência. Foi desenvolvida por uma equipa multidisciplinar da Universidade dos Açores.

A amostra do estudo consistiu em adolescentes e jovens, entre os 12 e os 21 anos. Privilegiou-se um público mais jovem e a análise de variáveis psicológicas e comportamentais, “a fim de conhecer as causas do consumo, de cariz individual, para melhor prevenir e intervir”, explicou a Secretária Regional.

Na audição, foram ainda abordados os programas em curso, para prevenção de comportamentos aditivos, no âmbito da saúde escolar, no contexto das famílias e em ambiente recreativo.

O estudo apresenta uma natureza inovadora, pois incide sobre fatores de proteção e de risco para o consumo de substâncias psicoativas nunca avaliados na população adolescente da Região.

A Secretária Regional da Saúde já havia respondido às perguntas dos deputados, na Assembleia Legislativa, no passado dia 16 de outubro, no contexto de uma interpelação ao Governo sobre esta matéria.

DL/Gacs

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