Exploração do mar profundo deve ser feita de forma sustentável

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia manifestou, na Horta, o interesse do Governo dos Açores em “apoiar estudos de investigação sobre os impactos ambientais da extração de recursos minerais e energéticos em águas profundas”, defendendo que podem servir de base a políticas ambientais relativas à exploração do mar profundo no arquipélago.

Fausto Brito e Abreu falava à margem do seminário ‘Para o desenvolvimento de um Plano Estratégico de Gestão Ambiental para a exploração mineral do mar profundo na bacia do Atlântico’, uma iniciativa conjunta do IMAR-DOP, da International Seabed Authority (ISA) e do consórcio Managing Impacts of Deep-Sea reSource exploitation (MIDAS).

Fausto Brito e Abreu salientou que o desenvolvimento da nova economia do mar vai envolver nas próximas décadas a mineração dos fundos do oceano e, por isso, “é preciso garantir a proteção dos recursos genéticos e biológicos nessas áreas marinhas”.

O seminário, que se prolonga até quarta-feira, junta cerca de quatro dezenas de cientistas que pretendem reunir e avaliar a informação existente sobre o meio marinho, incluindo a localização de habitats de profundidade sensíveis, e identificar a natureza, a distribuição e a intensidade dos impactos associados à mineração.

Este evento tem ainda como objetivos analisar as leis, as políticas e os regulamentos existentes sobre mineração em mar profundo a nível internacional, regional e nacional, e determinar um ‘roteiro’ para o desenvolvimento de um Plano de Gestão Ambiental para o Atlântico.

DL/Gacs

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