Festival de artes Walk&Talk realiza 10.ª edição de 15 a 24 de julho em São Miguel

© MARIANA LOPES

A 10.ª edição do Walk & Talk acontece em São Miguel, nos Açores, de 15 a 24 de julho, para uma edição presencial, depois de ter sido adiada um ano, devido à pandemia de covid-19.

Sob o mote “Será por onde formos”, o festival pretende explorar “dimensões de circulação, tempo e encontro e a sua influência na construção de perceções, códigos, movimentos e novas ecologias e comunalidades”.

Em 2020, a organização optou por um interlúdio na edição que marcava a primeira década deste festival de artes açoriano, com a edição 9.5, que se realizou entre o presencial e o digital.

O certame regressa este ano “com um programa organizado em torno de excursões diárias que se ancoram em exposições, instalações, performances, conversas e comensalidade, para criar caminhos de experiência coletiva da arte”.

Estão já confirmados Abbas Akhavan, Alex Farrar, Alice dos Reis, Catarina Miranda, Danny Bracken, Diogo Lima, Flávio Rodrigues, Gustavo Ciríaco, Ilhas, Joana Franco, João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira, Luís Senra, Luísa Salvador, Mané Pacheco, Margarida Fragueiro, Miguel Flor, Nádia Belerique, Pedro Maia & Lucy Railton, Sofia Caetano e Tropa Macaca, mas serão ainda anunciados mais nomes, adianta a organização, em comunicado.

Os trabalhos apresentados resultam de residências artísticas realizadas nos Açores entre 2018 e 2021 e são curados pelos diretores artísticos do festival, Jesse James e Sofia Carolina Botelho, e pela curadora convidada Ana Cristina Cachola.

“Será por onde formos” parte da vaga – espaço de arte e conhecimento, inaugurado em 2020 pela associação Anda & Fala, responsável pelo festival, mas passa por outros equipamentos, como o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas ou o Teatro Micaelense, “estendendo-se a outras zonas da ilha, como os Mosteiros, Ribeira Grande ou Água de Pau”.

Esta edição reafirma “a continuidade do Programa de Conhecimento enquanto elemento substancial e agregador do festival, através da Summer School W&T e outras ações de mediação, e arrancam também as residências artísticas no âmbito da próxima edição, em 2022”.

A organização destaca que este “será um dos primeiros eventos públicos a acontecer nos Açores em 2021” e que é, por isso, “uma experiência piloto na implementação de procedimentos e normas recomendadas pela Direção Regional de Saúde que possibilitam o regresso à experiência física e presencial de forma segura e controlada”.

Lusa/ DL

Categorias: Cultura

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