Governo açoriano analisa “condições e meios” para reforçar equipas de combate à covid-19

JEDGARDO VIEIRA

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse esta sexta-feira, 18 de dezembro, que o executivo vai avaliar as “condições e os meios” para “reforçar” as equipas de combate à pandemia da covid-19, reconhecendo a existência de “escassez de recursos”.

Bolieiro falava hoje em Ponta Delgada, após uma visita à linha telefónica de esclarecimento não médico no âmbito da covid-19.

Questionado pela agência Lusa, o líder do executivo regional, de coligação PSD/CDS/PPM, considerou uma “necessidade” reforçar esta e outras equipas que prestam auxílio no combate à pandemia.

“O esforço e espírito de missão é que tem ultrapassado as limitações dos recursos humanos, como aqui pude observar, e isso só reforça o meu agradecimento ao espírito de missão de quem está”, declarou.

E prosseguiu: “veremos as condições e os meios que temos para poder reforçar e com isso melhorar e aperfeiçoar o serviço prestado”.

Bolieiro agradeceu o trabalho “hercúleo” dos profissionais da linha e destacou que está “disponível” para “aumentar os meios e os recursos”.

“O que eu espero é a compreensão de todos. Roma e Pavia não se fizeram num só dia. A escassez de recursos é o nosso quotidiano, infelizmente”, afirmou.

O social-democrata revelou que aquando da criação de novas medidas de combate à pandemia o executivo regional procurou incluir “a previsão máxima de exceções” para “retirar a indeterminação relativamente a casos concretos”: “isso alivia logo esse serviço de chamadas”, apontou.

Sobre o pedido dos deputados do PS/Açores, que querem ouvir com “urgência” o secretário regional da Saúde no parlamento regional sobre a obrigatoriedade de testes à covid-19 para os passageiros de São Miguel e Terceira que queiram deslocar-se para outra ilha, Bolieiro diz que o Governo está “pronto” a “responder aos pedidos legítimos”.

“Este Governo, pelo seu contexto e mesmo independentemente do seu contexto, será sempre muito respeitador do parlamento. O legítimo poder e direito dos deputados a requererem informação ao Governo será cumprido na integra”, disse.

Relativamente aos prémios aos profissionais de saúde, o presidente do Governo Regional destacou ter pedido ao secretário da Saúde, Clélio Meneses, “diligência máxima” para realizar os pagamentos.

“Determinei ao senhor secretário diligência máxima para que se processem os respetivos pagamentos, que era desde logo cumprir a lei, e por ser justo e meritório, portanto a orientação é essa e, portanto, a sua execução estará em curso e eu estarei vigilante”, disse.

A responsável desde 14 de março até à passada segunda-feira pela linha não médica de apoio à covid-19 disse ter abandonado as funções devido ao desgaste tanto físico como psicológico.

Atualmente, a linha telefónica de apoio não médico trabalha com seis profissionais em simultâneo.

Lusa/DL

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