Jovem lagoense imortaliza, em livro, clero da Lagoa

Júlio Tavares Oliveira é um jovem de 19 anos, nascido a 22 de janeiro de 1998, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário.

Atualmente, é dirigente associativista e fundador da recém-criada Associação Jovem Lagoense – AJL, cronista na Azores News, bem como colaborador do Diário da Lagoa desde novembro de 2016, onde tem contribuído com artigos na área da história local.

Já com dois livros publicados – Versos Experimentados, Chiado Editora, 2015, e O que não ficou por dizer, Chiado Editora, 2016 -, o jovem lança novo livro: Santa Cruz: filhos e servos, com prefácio da Prof. Doutora Susana Goulart Costa, professora universitária, e notas introdutórias da Dra. Joana Simas, do padre Nuno Maiato e do padre João da Ponte.

O livro, lançado no passado dia 19 de novembro, na Igreja de Santa Cruz, é, segundo Júlio Tavares Oliveira “um estudo biográfico e de certa forma intimista sobre o clero natural de Santa Cruz e que serviu em Santa Cruz do séc. XVI aos dias de hoje”.

Num trabalho de investigação de cerca de 6 meses, o jovem lagoense confessa ao jornal Diário da Lagoa que “nem sempre foi fácil, até porque não é historiador”, mas que o seu principal foco fora sempre o de cumprir com a palavra dada e o de responder ao desafio lançado pelo padre Nuno Maiato, que “confiou muito em mim e nas minhas capacidades, mesmo durante um período um pouco difícil da minha vida, que foi a minha paragem nos estudos superiores durante um ano, por vontade própria”.

“Quando cheguei a São Miguel, em outubro de 2016, depois de uma experiência mal sucedida em Lisboa, para onde fui estudar, fui abordado pelo padre Nuno Maiato, pessoa profundamente humana, que me convidou a desenvolver uma investigação sobre dois potenciais assuntos: de entre os dois, escolhi fazer um estudo sobre o clero afeto a Santa Cruz, e espero que o povo de Santa Cruz se identifique e goste verdadeiramente do trabalho feito”.

Segundo o autor, “o livro pretende contribuir para a valorização do clero lagoense, para a preservação da história local e para o exaltar daquilo que é a cultura religiosa e de culto numa comunidade com as características da nossa, que é profundamente católica. O trabalho soube-me particularmente bem até pela proximidade que tenho com a freguesia de Santa Cruz. Cresci, em boa parte, aqui, junto destas casas, destas gentes, destes cheiros.”

Júlio T. Oliveira vai, também muito em breve, lançar um quarto livro, mas desta feita de poesia, e com o apoio da Edições Vieira da Silva, “editora lisboeta que apostou em mim quando tantas outras me recusaram”.

Qual o teu papel senão o de resistir? será a nova obra de poesia a sair em breve, constituindo-se como o terceiro livro de poesia do jovem lagoense que, embora considere “um pouco confuso lançar duas obras quase ao mesmo tempo”, garante que “uma é de um campo e a outra é de outro” e pedindo aos jovens lagoenses que, tal como ele, “sonhem muito e façam ainda mais”.

“A minha abordagem à vida é esta: sonhar muito e fazer ainda mais. Há quem sonhe muito e não faça nada e há quem faça muito sem sonhar com nada. Eu pretendo o melhor dos dois mundos para a minha vida: sonhar muito e fazer muito. Ando envolvido em vários projetos ligados à escrita, ao associativismo e aos estudos, principalmente, e, claro, para qualquer jovem, é importante que me sinta vivo”.

DL

Categorias: Cultura, Local

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