Lagoa recebe “Violas do Atlântico V”

Violas da terra cartaz-Lagoa

O evento “Violas do Atlântico V” traz este ano aos Açores a Viola Campaniça, do Alentejo, para a habitual conjugação com a nossa Viola da Terra. O artista Pedro Mestre é o convidado da edição de 2015, com a Viola Campaniça, num ano em que lançou o seu primeiro CD a Solo “Campaniça do Despique”, e numa altura em que o Cante Alentejano foi considerado Património Imaterial da Humanidade.

Pedro Mestre é animador da Disciplina de Cante Alentejano e Música Tradicional no âmbito das actividades de Enriquecimento Curricular no 1º Ciclo em Almodôvar e Serpa; Ensaiador de Grupos Corais; tocador e construtor de Viola Campaniça; pertence a vários projectos Musicais como os 4Quatro Ao Sul, Grupo de Música Tradicional Rastolhice, Grupo de Violas Campaniças e Campaniça Trio.

Na Viola da Terra estará Rafael Carvalho que tem já dois CDs a solo editados: “Origens” em 2012 e “Paralelo 38” em 2014. Para além disso é professor de Viola da Terra no Conservatório Regional de Ponta Delgada e na Escola de Violas da Fajã de Baixo. Presentemente encontra-se a preparar a edição do “Método para Viola da Terra – Volume II” uma vez que editou, em 2013, o seu primeiro Livro “Método para Viola da Terra – Iniciação”.

Este evento conta contará dois concertos, o primeiro será a 30 de junho, no Claustro do Convento dos Franciscanos, na Cidade de Lagoa, pelas 21:30 e conta com a participação de Pedro Mestre na Viola Campaniça, Rafael Carvalho na Viola da Terra e Ana Paula Andrade numa participação especial ao Piano.

O segundo concerto decorrerá a 1 de julho, no Centro Social e Paroquial da Ribeira Quente, pelas 21:30, contando novamente com os dois músicos à Viola e ainda com a participação especial da Escola de Violas da Ribeira Quente.

Como já vem sendo habitual estes concertos contam com momentos de apresentação individual da sonoridade das Violas e de explicação das suas características, mas, depois, os músicos vão juntando a sonoridade das Violas em vários temas de modo a conjugar o melhor de cada uma e de mostrar as potencialidades e versatilidade das nossas Violas de Arame.

O Violas do Atlântico já trouxe aos Açores a Viola de Arame Madeirense, a Viola Caipira do Brasil, a Viola Braguesa e a Viola Toeira. Estas iniciativas pretendem valorizar e promover as Violas de Arame Portuguesas mas também mostrar o trabalho que está a ser desenvolvido pelos seus executantes. É neste sentido que, todos os anos, temos Escolas de Violas a participar e convidados que trazem outras sonoridades e valorizam o evento.

Os dois concertos são de entrada livre.

DL/AJVT

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