Média dos exames nos Açores “acompanha tendência nacional”

© D.R.

Os resultados dos exames nacionais nos Açores “acompanham a média nacional”, com Português a ter o valor mais alto, de 11,8, e Física e Química a ser a única disciplina abaixo de 10, revelou hoje o Governo regional.

“Em Português A, a média na região foi 11,8, enquanto o país registou 12 valores. Em Biologia e Geologia, a média nos Açores foi 11,1 e a nacional foi 12. Em Matemática A, os Açores registaram 10,2 e o país 10,6. Em Física e Química A, a média da região foi 9,5, e a nacional foi 9.8 valores”, destacou a secretária Regional da Educação, Sofia Ribeiro.

Citada numa nota de imprensa, Sofia Ribeiro observou que não se podem apurar “efeitos diretos da pandemia de covid-19 nos resultados dos exames” do 12.º ano, pois os melhores resultados verificaram-se, em vários casos, em escolas da ilha de São Miguel, “as que estiveram mais tempo em ensino à distância”.

As médias nos exames nacionais desceram na maioria das disciplinas, num ano em que o grau de dificuldade das provas aumentou ligeiramente, mas só Física e Química ficou abaixo do 10, com uma queda de mais de três valores.

De acordo com os dados do Júri Nacional de Exames, hoje divulgados pelo Ministério da Educação, as notas médias nos exames do 12.º ano desceram em quase todas as disciplinas, depois de terem subido no ano anterior, em que foram introduzidas regras excecionais que beneficiaram os alunos, devido à pandemia de covid-19.

Nas quatro principais disciplinas, só Português, com 34.318 provas realizadas, manteve a média de 12 valores registada no ano anterior.

Física e Química, foi aquela em que os estudantes demonstraram mais dificuldades, comparativamente ao ano anterior, e os resultados médios pioraram em mais de três valores, passando de uma média de 13,2 valores para 9,8 valores, a única abaixo dos 10 valores.

Na prova de Matemática A, a média passou dos 11,5 em 2020 para os 10,6 valores.

“A região acompanha a tendência nacional das classificações obtidas nestas provas”, indicou a secretária Regional.

De acordo com Sofia Ribeiro, “os exames deste ano, da responsabilidade direta do Ministério da Educação, foram, regra geral, mais complexos, quer a nível da dificuldade das perguntas, quer da estrutura das provas”.

Daí “resultou uma descida de um valor na média nacional, e também na regional, face ao ano passado”.

Para a governante, foi nas disciplinas com maiores índices de participação em exame que “os resultados na região ainda se aproximam mais aos nacionais”.

Quanto aos impactos da pandemia de covid-19 e do ensino à distância, a secretária Regional recusou que existam impactos diretos.

“Todas as escolas da região estiveram encerradas todo o terceiro período de 2020 e, neste ano escolar, as escolas da ilha de São Miguel estiveram várias semanas em ensino à distância, o que praticamente não se registou nas restantes ilhas do arquipélago”, refere-se na nota de imprensa.

Sofia Ribeiro observou ainda que, “em várias situações, as escolas de São Miguel destacaram-se como as escolas com melhores resultados da região”.

É o caso da Escola Secundária Domingos Rebelo, em Física e Química A, da Escola Secundária Antero de Quental, em Matemática A, e da Escola Secundária da Ribeira Grande, em Geometria Descritiva, revelou.

“Destacam-se ainda avaliações de excelência, tendo sido registadas as notas máximas de 20 valores a Matemática A e a Geometria Descritiva na Escola Secundária Antero de Quental e a Alemão na Escola Secundária Domingos Rebelo”, acrescentou.

O valor de 19,9 a Física e Química foi identificado na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, na ilha Terceira.

Na Escola Secundária Domingos Rebelo, verificou-se, ainda, um resultado de 19,8 a Português A.

Em Filosofia, houve um 19,7 na Escola Básica e Secundária da Graciosa.

“Estes resultados mostram a resiliência dos professores e especialmente dos alunos, após dois anos escolares sujeitos a constrangimentos decorrentes da pandemia”, sublinhou.

Sofia Ribeiro adiantou também que a Secretaria Regional está a preparar o arranque do próximo ano letivo, destacando “a dinamização do plano de recuperação das aprendizagens regional”.

O plano “contempla medidas específicas por escola e será posto em prática com o reforço das respostas docentes, resultantes de um aumento do número de vagas lançadas a concurso para 2021/2022”.

Lusa/ DL

Categorias: Educação

Deixe o seu comentário