Nadadores salvadores passam a ter desfibrilhador na praia do Pópulo

A Associação Nadadores Salvadores Açores (ANSA), em parceria com a Câmara de Ponta Delgada, vai lançar, este domingo, às 19h00, na praia do Pópulo, Livramento, o SBV/DAE (suporte básico de vida com desfibrilhação automática externa), iniciativa pioneira nos Açores, que vai também abranger outras zonas balneares da Região.

Depois de proceder à formação, nesta área específica, de mais de duas dezenas de nadadores salvadores profissionais, a ANSA inaugura, na praia do Pópulo o SBV/DAE, que permanecerá nas zonas balneares abrangidas (zonas vigiadas) até setembro.

Isto numa altura em que a ANSA recorda os passos básicos em qualquer salvamento.

A saber: RECONHECIMENTO: constatação da emergência, assumir a responsabilidade na gestão do salvamento ou a participação como ajudante sem qualquer tipo de inibições.

PLANEAMENTO: pensar antes de agir, planear a ação. Independentemente das qualidades físicas e técnicas da pessoa que reconhece a emergência uma correta avaliação da situação é vital. A avaliação deve resultar no estabelecimento de um plano de ação. 
A avaliação de uma emergência inclui a ponderação dos seguintes fatores:

CAPACIDADES DO NADADOR SALVADOR: Conhecimento e competência na aplicação das técnicas de salvamento;
Condição física que lhe permita executar o salvamento.

FATORES DE EMERGENCIA: Grau de emergência, incluído o tipo de náufrago (não nadador, nadador cansado ou ferido ou náufrago inconsciente);
Número de pessoas em dificuldade;
Ajuda disponível;
Distancia do náufrago;
Natureza do local;
Condições do estado do mar e do vento;
Locais mais apropriados para entrar e sair da água.

AÇÃO: efetuar o salvamento e prestar assistência ao náufrago até à chegada de ajuda medica se necessário. O nadador-salvador deve estar sempre senhor da situação, por isso deve dispor de toda a iniciativa e mobilidade.
Algoritmo de salvamento aquático:

1. Alertar o S.O.S – 1ª Ajuda (outros N/S, Autoridade Marítima, concessionário, Viatura Sea Master).
2. Despir rapidamente (todas as roupas que dificultem o salvamento).
3. Verificar o n.º de náufragos.
4. Localizar onde se encontram.
5. Avaliar as condições do mar (embora as deva ter sempre presente).
6. Selecionar o método de salvamento adequado à situação, após o reconhecimento. 
7. Escolher o meio de salvamento de acordo com o método definido no planeamento.
8. Aproximar. Entrar rapidamente na água, nadar até ao náufrago sem nunca o perder de vista. Logo que o náufrago esteja a distância audível, falar com ele transmitindo-lhe calma e confiança. 
Perante a situação de:
Náufrago consciente – falar com tranquilidade e dar ordens muito precisas, incutir-lhe confiança, facultar o meio de salvamento. Nunca tentar nadar debaixo de água para assumir posição posterior, pois isso pode causar pânico ao náufrago.
Náufrago inconsciente – o N/S deverá sinalizar gestualmente para a restante equipa (agitar o braço sobre a cabeça) para que seja ativada a 2ª Ajuda – Chamar o 112 através do N/S em segurança. 
9. Resgatar o náufrago (de acordo com método/meio de salvamento utilizado)
10. Saída da água (transporte do náufrago para um local seguro)

DL/ANSA

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