Necessidades e desafios para a Lagoa

Mário Rui Pacheco
Candidato pelo BE à Câmara Municipal de Lagoa

Nas últimas três décadas a Lagoa tem sido governada por uma sucessiva governação do Partido Socialista, o que no meu entender cria uma estagnação governativa e uma clara falta de investimento nas pessoas/famílias do nosso concelho. Os Lagoenses merecem maior pluralidade política. Os Lagoenses para mim são a substância do nosso concelho, são a força transformadora da nossa cidade, são os atores da história da cidade e aqueles que vão construindo a identidade da Lagoa continuamente.

Assumo esta candidatura, com uma visão de proximidade com os Lagoenses. Para isso, se a vereação for possível com o apoio de todos os Lagoenses, lutarei por todos os pontos do nosso programa, que é já público e pode ser consultado no site do Bloco de Esquerda Açores. A habitação é a primeira, segunda e terceira prioridade. Propomos um programa de arrendamento acessível, onde todos contam e possam obter uma habitação condigna. Precisamos de uma autarquia capaz de resolver os problemas ao nível da mobilidade, melhorando a vida diária dos Lagoenses e articulando estas decisões com as mobilidades suaves que corresponderão às deslocações do futuro.

A candidatura do BE/Lagoa defende a manutenção da taxa reduzida do IMI no caso previsto por lei e a majoração para o caso de prédios devolutos. Defende ainda uma reforma do IMI que introduza a progressividade neste imposto. Não faz sentido que uma pessoa pague a mesma taxa por uma habitação de baixo valor e por uma de vários milhões de euros. É uma questão de justiça. Sobre o IRS, defendemos a necessidade de uma maior devolução da autarquia aos cidadãos.

Pretendemos a criação de um modelo económico que olhe para o ambiente, uma estratégia de economia circular é a alternativa mais atraente e viável na captação do crescimento, com o foco em benefícios para o concelho. É ainda importante, colocar um processo adequado na manutenção e revisão do (PDM) Plano Diretor Municipal, para salvaguarda do concelho, eliminando as operações fora de contexto urbano com especial relevo à pressão turística sobre o litoral, limitando a construção dispersa. Ainda, há que ter em linha de conta o espaço integrante do edificado Lagoense, que lhe é tão característico, que é o da antiga Fabrica do Álcool. Assim, o terreno que suporta a mesma é da tutela do Governo Regional dos Açores, o que facilita a possibilidade de revitalização e recuperação do mesmo, sem constituir qualquer rutura urbana. A solução de instalação de um hotel aqui, não é de facto reabilitação, mas sim uma imposição. O essencial da fábrica não é só a chaminé. Reabilitar este espaço é dotá-lo de novas valências, capazes de aqui se integrarem. O corpo central deve ser direcionado para instalação de ateliês de artistas residentes e para residências artísticas, com o apoio da restauração para trazer assim a população envolvente. Mais, para os edifícios a norte defendemos a sua reconversão para alojamento local ou hostel, desde que, de fraco impacto e de preservação do edificado.

Artigo de opinião publicado na edição impressa de setembro de 2021


O Diário da Lagoa convidou os cinco candidatos à Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Mário Rui Pacheco é o candidado pelo BE.

Categorias: Opinião

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