Nelag volta a dinamizar o Natal na Lagoa

A par do que tem sido feito nos últimos anos, o Nelag – Núcleo de Empresários da Lagoa, volta a dinamizar o final de ano no concelho de Lagoa.

Além da criação de uma imagem promocional, elaboração de outdoors, assim como publicidade em jornais e na internet, o Nelag adquiriu 20 televisores para premiar que fizer compras no comércio tradicional.

Em entrevista ao Jornal Diário da Lagoa, o presidente da direção do Nelag recorda que este Núcleo de Empresários irá continuar a apostar igualmente no Dia das Montras, assinalado a 8 de dezembro, dinamizando este dia com músicos de rua e música ambiente.

Pedro Rodrigues adianta que o Nelag vai manter a parceria com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada por forma a dinamizar este dia, contando com o apoio desta para os prémios a atribuir às montras vencedoras.

Como tem acontecido, o júri, quando estiver a percorrer as ruas da cidade, irá ser acompanhado pelos músicos de rua.

Segundo adianta o responsável, a campanha de natal deste ano tem um custo de cerca de dez mil euros, sendo que 7.500 provêm do protocolo com o Governo Regional e o restante de meios próprios do Nelag.

As atividades desenvolvidas têm como principal objetivo o de atrair pessoas à Lagoa, tudo o que o Nelag faz no âmbito de dinamização tem esse objetivo, recordando que o sucesso tem sido atingido, caso da atividade da promoção da restauração onde os empresários mostraram satisfação.

As campanhas têm abrangendo os vários setores de atividades, sendo esse o objetivo da atual direção.

Programado para este mês de dezembro está também o convívio entre sócios.

O responsável pelo Nelag recorda que o Núcleo de Empresários participou igualmente nos últimos meses nas reuniões com a autarquia, por forma a idealizar a programação de Natal deste ano. Lembra, o responsável, que a ideia da pista de gelo ou a casa do Pai Natal eram intenções do Nelag, mas por falta de meios não foi possível avançar, mas vê com bons olhos que a autarquia tenha consigo avançar com estas ideias.

Nesta entrevista, o representante dos empresários lagoenses, associados do Nelag, adianta que esta atividade de final de ano será a última da atual direção, sendo que haverá novas eleições lá para o mês de julho de 2020.

Em jeito de balanço destes três anos à frente do Núcleo de Empresários da Lagoa, Pedro Rodrigues recorda que quando assumiu a direção, o Nelag tinha cerca de dez mil euros em crédito, atualmente, com o reforço de vários protocolos que entretanto foram firmados, nomeadamente com o Governo e Câmara de Lagoa, a situação reverteu-se e, embora anão sendo excelente, é estável.

Segundo disse, “neste três anos muito foi feito, desde logo, temos novas instalações, dignas para receber e servir os associados, com um melhor apoio prestado. Nestes últimos anos de trabalho, foram feitos vários protocolos com diversas instituições. Tivemos várias iniciativas promovendo os vários setores de atividades”, ressalvou o responsável.

Pedro Rodrigues recorda que foram três anos cansativos, com consciência de ter dado o seu melhor, tendo o desejo que a senda de progresso registado na Lagoa continue.

Segundo realçou, “a Lagoa tem outra visão do que é o crescimento económico e tem que se incentivar a iniciativa privada, esta tem que ser uma prioridade na Lagoa, porque só assim se consegue melhor trabalho, melhores condições. Através da dependência do Estado não se vai lá, emprego e estabilidade só se se consegue com empresas fortes”, ressalva.

Neste âmbito, o representante dos empresários lembra o cenário negativo em torno do Tecnoparque, sendo que os dias de hoje demonstram exatamente o contrário, “a Lagoa está a crescer por ali, e os mais céticos não tenham medo, há que atrair mais serviços para a Lagoa, mais empresas, porque só assim se ganha vida”.

Nesta entrevista ao nosso jornal, Pedro Rodrigues diz ter dado o seu melhor, a custo zero, num trabalho diário, onde muito há a fazer, porque sem dinheiro há que procurá-lo e foram muitas as portas que se fecharam nestes três anos, e lembra que ouviu muitas vezes a mesma expressão ‘não tem enquadramento’ e houve necessidade de encontrar outras formas de se conseguir financiamento para as atividades desenvolvidas.

O presidente da direção do Nelag recorda que o Núcleo de Empresários da Lagoa foi pioneiro em algumas coisas que foram criticados, lembrando o caso da Pousada de Juventude, onde na altura disseram que o modelo não era o indicado, “o governo nasceu para governar não para gerir empresas, o público não pode fazer concorrência às empresas” e naquele caso não era o mais correto, lembra, adiantando que a solução encontrada, com a criação a escola profissional, foi uma mais-valia para a Lagoa.

Quanto à sua continuidade à frente do Nelag, Pedro Rodrigues diz que para já não admite uma recandidatura, esperando que outras pessoas possam abraçar este projeto.

DL
(Artigo publicado na edição impressa de dezembro de 2019)

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