O ensino à distância deve voltar depois da pandemia?

Beatriz Oliveira
Aluna do 6ª A da EBI de Lagoa

Com o aparecimento da pandemia em 2020 tivemos de ficar em casa e entrámos em confinamento. Em março desse ano, após decisão do governo, foi criado o Ensino à Distância (E@D): as aulas passaram a ser online, repetindo-se este acontecimento em janeiro e maio de 2021.

Na minha opinião, este tipo de ensino não se devia repetir depois do fim da pandemia. Como aspetos negativos destaco os seguintes: as programações dos aplicativos, principalmente na sua fase inicial, foram pouco estudadas, pois tudo aconteceu muito rápido, e, por esse motivo, foi mais difícil para os alunos perceberem a matéria, e, como consequência, obtiveram piores classificações e tiveram menor probabilidade de sucesso para os anos seguintes.

Por outro lado, segundo alguns especialistas, nas aulas online não se tem a interação direta com o professor, o que prejudica a aprendizagem dos alunos. Um outro problema foi a falta de preparação de alguns professores, pois estes não estavam preparados para o ensino à distância, e, por isso, sentiram enormes dificuldades em usar as ferramentas tecnológicas com eficácia. Esta situação também se verificou com os alunos, tendo sido agravada pelo facto de alguns não terem equipamento disponível como, computador, câmara e microfone e uma boa ligação à internet. As famílias com dificuldades económicas, as que têm filhos em idade escolar diferente ou os pais que estavam em teletrabalho, enfrentaram mais complicações, pois não possuíam equipamento tecnológico suficiente.

É verdade que o ensino à distância também teve os seus aspetos positivos, como, por exemplo, misturar aulas presenciais com aulas online, fazendo com que o professor mostrasse vídeos, jogos, imagens e outros conteúdos.
Em conclusão, defendo que o ensino à distância não se deve repetir pelas razões que apresentei, tais como: ainda há dúvidas quanto à aprendizagem dos alunos, a interação com o professor é determinante e neste tipo de ensino ela não existe, a adaptação dos professores é exigente e demorada e o acesso tecnológico é muito desigual.

Artigo de opinião publicado na edição impressa de julho de 2021

Categorias: Opinião

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