Operário escreveu o seu nome nas páginas dos recordes nacionais

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O treinador do Operário fez um balanço extremamente positivo da época que finalizou. Em declarações ao nosso jornal, André Branquinho referiu “o clube deu provas de um valor muito alto. Na primeira fase conseguimos atingir a pontuação máxima entre as mais de oitenta equipas que participaram no Campeonato Nacional de Seniores. Batemos mesmo o recorde de pontos na primeira fase”.

O técnico considerou que também na segunda fase houve sempre luta pelo primeiro lugar, embora esse não tenha sido o objetivo inicial da época.

O técnico que que se mantém na próxima época à frente da equipa técnica dos fabris, admitiu que o trabalho desenvolvido pela sua equipa, as expetativas foram subindo e acabou o Operário por lutar pela subida de divisão.

O técnico recorda a época transata em que os fabris ficaram a um ponto de disputar a fase de subida, sendo que este ano ficaram a uma vitória da subida de divisão, considerou ser este mesmo um ponto negativo entre muitos positivos alcançados ao longo da época que findou.

André Branquinho destacou a qualidade que a equipa apresentou e os recordes coletivos e individuais conseguidos.

Nos pontos, há a destacar o recorde alcançado pelo guarda-redes João Botelho que esteve 1211 minutos sem sofrer golos, tendo destronando Vitor Baía deste recorde nacional, o que, segundo o técnico, levou o nome do Operário e dos Açores pelo mundo fora.

Outro aspeto muito positivo foi o aumento da assistência nos jogos em casa, levando à aproximação dos adeptos à equipa. “Houve uma preocupação semanal no acompanhamento dos resultados e sinceramente espera que no próximo ano se possa repetir, até porque o apoio dos adeptos foi fundamental para a campanha deste ano”, considerou o treinador.

André Branquinho destacou igualmente o lançamento de vários jogadores que não eram conhecidos, o caso de Xexé, um jovem micaelense, primeiro ano de sénior e que fez uma época muito positiva, e que fruto do seu trabalho. “Houve ainda outros jogadores que não eram conhecidos do público e que hoje são referenciados por equipas de outros patamares, o que demonstra que a equipa é cada vez mais uma montra para jogadores”, disse.

O jovem treinador admite mesmo ser esta uma que ficará na memória de todos. “A direção fez de tudo para que nada faltasse o grupo, o que deu tranquilidade para o trabalho feito”.

Quanto ao plantel da próxima época, André Branquinho admite mexidas, mas o objetivo passa por manter a estrutura base, e caso não seja possível, existem já alguns jogadores referenciados, uma vez que este tem sido um trabalho realizado ao longo de toda a época.

O desejo do técnico é de que a maioria dos jogadores se mantivesse, até porque existe uma metodologia de trabalho que já e conhecida pelos jogadores, estes conhecem os princípios de jogo e sendo uma equipa com caras novas, o ideal seria dar continuidade ao trabalho realizado esta época.

Entretanto já existem algumas confirmações, os guarda-redes João Botelho e Mário Ri já renovaram com o clube da Lagoa, o mesmo acontece com Dani, Abudu, Jorginho e João Peixoto.

Por outro lado, Hélder Arruda, Nelo e Xéxé estão de saída. Nos próximos dias os restantes jogadores deverão confirmar a sua continuidade ou saída.

Quanto à equipa técnica, esta mantém-se para já, até porque não existem outras propostas e a intenção é de continuação no clube fabril.

“Ser treinador do Operário é uma posição de orgulho, representar o Operário não é representar um clube qualquer, trata-se de um clube com uma historia muito grande”, adiantou o treinador ao Jornal Diário da Lagoa.

DL

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