OPJ vem dar voz aos jovens da Lagoa

O projeto, “Diversões aquáticas na Caloura e no Complexo Municipal de Piscinas” foi a proposta vencedora do Orçamento Participativo Jovem 2018, que foi apresentada no passado sábado, dia 9 de junho, no Polidesportivo de Água de Pau. Num total de 2376 votos, 792 pessoas votaram e a proposta vencedora, conseguiu 251 votos.

Esta proposta tem como principal objetivo instalar objetos de diversão aquática em duas zonas balneares do Concelho. Neste sentido, a ideia consta na colocação de um escorrega na furna do Complexo Municipal de Piscinas e de uma prancha na zona Balnear da Caloura, para que os jovens consigam usufruir de diversões aquáticas no concelho, durante a época balnear.

O enfoque do OPJ foi para os mais jovens, por estes representarem o futuro, mas também porque têm que estar despertos e participativos na ação do município, no desenvolvimento das estratégias que vão ter reflexo na qualidade de vida de todos os lagoenses.

A Câmara Municipal de Lagoa, muito provavelmente também irá desenvolver o segundo projeto, caso não se esgote a verba do OPJ no projeto vencedor, ou seja, naquele que teve a segunda maior votação deste OPJ, o “Festival de Cores”, no Cabouco. O objetivo desta proposta passa pela criação de um momento divertido para os lagoenses com um festival que traga música, dança e cor à freguesia do Cabouco. Neste sentido, toda a população será convidada a animar as ruas com muita cor e diversão, usufruindo de um momento agradável e de convívio entre as comunidades.

Para o vice-presidente da autarquia lagoense, Ricardo Martins Mota, nota-se a vitalidade da juventude, a vontade de participar e o sentimento que vale a pena participar.

Segundo recordou, em 2017, a participação da juventude foi reduzida, porque não acreditavam que a sua opinião fosse tida como valida. “Este ano tentamos transmitir a importância da vontade deles e a autarquia quer realizar os seus anseios”.

Ricardo Martins Mota adianta que cabe à autarquia dar respostas aos anseios dos jovens, e trabalhar no sentido de tentar realizar o maior número de propostas possíveis, mesmo fora do programa Orçamento Participativo, por forma de ir ao encontro do que os jovens também pretendem.

Por outro lado, a forma como foi feita a divulgação fez com que existisse muita genuinidade naquilo que estes propuseram.

Segundo disse, “vamos tentar aproveitar uma parte das propostas e dar resposta, mostrando assim aos jovens que vale a pena apresentar e participar no OPJ, contribuindo para a sua comunidade”.

Ricardo Martins Mota, ao nosso Jornal, destacou o facto de, neste OPJ, terem sido contempladas três freguesias indo assim ao encontro do que só jovens querem e dinamizar as próprias freguesias.

Por outro lado, o atleta lagoense Paulo Clemente, jogador do Santa Clara, foi um dos que deu a cara pelo OPJ e esteve presente nos vários encontros realizados.

Clemente refere, nas várias reuniões, deu para perceber a mentalidade dos jovens, que considera ser hoje diferente do seu tempo. “Hoje estão muito virados para as novas tecnologias, e tentei passar a mensagem de que praticassem desporto, não deixassem que ninguém matasse os seus sonhos”.

O futebolista recorda que o desporto é bom, ensina muitas coisas, tal como disciplina, sermos melhores, sendo algo que se necessita para o resto da vida, quer desporto. “Há que ser forte mentalmente”.

Clemente acredita que os jovens viram em si uma referência, mostrando que “se acreditarem em si, é possível concretizar os sonhos”. “Tentei dar um testemunho positivo para ser mais forte hoje e ser melhor amanhã”.

DL

(Artigo publicado na edição impressa de julho de 2018

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