Pedro Paulo Câmara lançou “Violante de Cysneiros: O Outro Lado do Espelho de Côrtes-Rodrigues?”

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O lançamento do livro “Violante de Cysneiros: O Outro Lado do Espelho de Côrtes-Rodrigues?”, da autoria de Pedro Paulo Câmara, teve lugar na sexta-feira, 21 de maio, no auditório do Centro Cultural de Vila Franca do Campo.

A obra é resultado de um projeto académico, tendo em vista a conclusão do mestrado em Estudos Portugueses Multidisciplinares, realizado na Universidade Aberta, tendo o apoio da câmara municipal de Vila Franca do Campo na sua publicação.

Na cerimónia de lançamento, o presidente do município de Vila Franca do Campo, referiu o orgulho de Vila Franca do Campo em ser a terra-natal de Armando Côrtes-Rodrigues e a intenção de ficar mais esclarecido sobre o seu heterónimo feminino, Violante de Cysneiros, bem como as suas origens e as origens do próprio nome escolhido.

Ricardo Rodrigues observou que as instituições públicas, como a câmara municipal, têm o dever de contribuir para a cultura do seu povo e “quanto mais abrangente for esta noção de cultura para o seu povo, melhor”.

“É importante ajudar a investigar, ajudar os criadores, para que todos possamos ter mais conhecimento sobre as pessoas que nos antecederam com tanto brilho e dedicação”, considerou.

A apresentação da obra esteve a cargo do estudioso e escritor açoriano Urbano Bettencourt, que referiu que Pedro Paulo Câmara analisa os textos de Violante de Cysneiros publicados na imprensa açoriana, submetendo-os ainda a um confronto literário e sobretudo temático e ideológico com algumas obras de Côrtes-Rodrigues.

O autor “decidiu incluir no livro, como anexos, 26 textos de Violante, que passam a constituir um precioso elemento de trabalho, se quisermos aprofundar o conhecimento sobre Violante”, apontou.

Urbano Bettencourt afirmou, ainda, que o livro representa mais um contributo valioso para o conhecimento do poeta Côrtes-Rodrigues, para a divulgação dos seus textos e para a consolidação do lugar que lhe cabe no âmbito da cultura e da literatura açorianas, e da literatura portuguesa numa perspetiva mais ampla.

Pedro Paulo Câmara reiterou que “importa continuar a investigar Côrtes-Rodrigues e a dignificar o seu legado”.

“Importa não compactuar com um sistema que tantas e tantas vezes prefere remeter ao esquecimento alguns dos seus nomes maiores. Este ano celebramos os 130 anos deste autor vila-franquense, mas que não é só vila-franquense, este é um escritor açoriano, um escritor nacional. Façamos com que os nossos autores tenham asas para chegar cada vez mais longe, porque eles assim o merecem”, concluiu.

DL

Categorias: Cultura

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