Poesia: “As Santas do meu Concelho”

Joao Silverio sousa poesia-Jornal-Diario-da-Lagoa

1
As Igrejas fui visitar
Porque delas senti saudades,
Por Atalhada fui começar
E também para rezar
À Senhora das Necessidades.

2
Sempre com muita alegria
Rezei por aquilo que é necessário,
Por intenção da freguesia,
Por todos pobres pedia
A nossa Senhora do Rosário.

3
Sempre com fé verdadeira
Rezei por tudo o que eu podia,
Com um Anjo à minha beira
Roguei tanto à Padroeira
Que abençoe a freguesia.
4
Tamanha fé em mim sentia
Naquele dia para rezar
Por todos pedir eu queria,
Subiu à Senhora da Guia
Para ela nos guiar

5
Como a fé nunca me engana
Depois da guia fiz parada,
Levando na mão uma cana
Fui rezar a Santa Ana
Que está no Fisher situada.

6
Rezando e cantando nunca fiquei rouco
A minha alma nunca sentiu discórdia,
Subiu então mais um pouco
Para ir rezar ao Cabouco
A Nossa Senhora da Misericórdia.

7
Disse à Santa, estás-me a ver
Rogando-te estou aqui
Para que possas-te compadecer
Do nosso povo a empobrecer
E da crise que está para aí.

8
Caminhei sempre a pensar
Quem tem ideia deve tê-la,
A próxima que vou parar
Para poder também rezar
A Nossa Senhora da Estrela.

9
Depois das rezas que fiz
Sempre ao brilho da luz
Tal como sempre quis,
Fui visitar na Matriz
A Igreja de Santa Cruz.

10
Senhora do Rosário padroeira
Santa Mãe rainha da coroa
Por seres de todas a primeira
A mais antiga e verdadeira
Abençoai a Lagoa.

11
Depois pus-me a subir
Por entre ruas e prédios,
Dizendo também vou pedir
E sei que ela vai-me ouvir
Nossa Senhora dos Remédios.

12
Pedi aos Santos e Arcanjos
Água de Pau está na fila,
Preparai os meus arranjos
Para rezar à Senhora dos Anjos
Padroeira desta vila.

13
Depois mesmo ali defronte
O pico quis visitar,
Primeiro bebi água da fonte
Subi à Senhora do Monte
A ela também fui rezar.

14
Não guardei para amanhã
Cada vez com mais fé
Com a minha alma sã
Fui á Ribeira Chã
Agradecer a São José.

15
Aí meu coração deu um nó
Não pensei em festas ou bodas
De São José ninguém tem dó
Vendo que é um Santo só
Para essas Santas todas.

16
Sei que ninguém me defronta
Como defronta um espelho
A visita está quase pronta,
Pedi a São José querido velho
Para ele tomar conta
Das Santas do meu concelho.

Autor:João Silvério Sousa
(Poema na edição impressa de junho de 2015)

Categorias: Cultura

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