Porto Formoso recebe 4ª edição do Azores Burning Summer

A 1 mês de distância do início do Azores Burning Summer, o Porto Formoso prepara-se para receber a 4ª edição deste que é o único festival eco-musical dos Açores. Os cabeças de cartaz prometem arrastar à pitoresca freguesia públicos de diversas direções que, para além de boa música, encontram medidas ecológicas num ambiente não massificado. Este ano há reservas para jantar e um combate feroz ao lixo plástico.

O festival Azores Burning Summer acontece nos dias 31 de agosto e 1 de setembro na freguesia do Porto Formoso, concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel. A Câmara Municipal da Ribeira Grande é, este ano pela primeira vez, co-organizadora do festival, oficializando assim a confiança na qualidade e na proposta conceptual do evento na região. Os cabeças de cartaz de 2018 são Fogo-Fogo, a cabo-verdiana Elida Almeida e os Orelha Negra.

Elida Almeida ¬© N’Krumah Lawson Daku 2017

Sendo um evento particular no panorama dos festivais de verão açorianos, o Azores Burning Summer diferencia-se por ser um festival eco-musical local, sustentável e não massificado que defende boas práticas ecológicas, iniciativas de sensibilização e de controlo de impactos ambientais, fazendo uma clara ligação da música à terra. E apresenta-se como o único festival de música açoriano na agenda dos eco festivais nacionais.

A par do programa de concertos e DJ sets, oferece uma programação de âmbito ecológico como sejam os debates ECO Talks (que aconteceram em Junho), a exposição de veículos elétricos e a feira de eco-design Burning Market que decorrem durante o evento.

Relativamente à defesa de práticas ambientais, o festival prima pela implementação de medidas cujo objetivo é o de criar o menor impacto negativo no local e no ambiente como um todo. Em 2016 introduziu a política dos copos reutilizáveis em alternativa aos descartáveis e só esta medida tem permitido reduzir em 80% a produção de lixo plástico e evitado o desperdício de cerca de 20.000 copos descartáveis por evento.

Para a edição de 2018, a ARTAC – a associação que produz o festival – procurou ir mais longe no controlo dos impactos. Pela primeira vez haverá reservas para jantar no recinto, convidando assim o público a jantar depois de desfrutar da programação musical gratuita à tarde na praia dos Moinhos. Durante os jantares, e para que o ambiente seja poupado ao desperdício e ao lixo de plástico descartável comum a este tipo de eventos, as refeições serão servidas em louça com talheres metálicos, e em kits de material biodegradável feitos de farelo de trigo, cana de açúcar e madeira. Os copos disponíveis serão, pelo terceiro ano consecutivo, reutilizáveis.

Pela primeira vez não haverá palhinhas, água comercializada em garrafas de plástico, nem palhetas de plástico para café no recinto.

Relativamente ao impacto do combustível no local, o festival recomenda que os festivaleiros se organizem e desloquem em carros com a lotação máxima para evitar excesso de poluição e um número desproporcional de automóveis na zona. Chegados ao parque de estacionamento na entrada do Porto Formoso, o público será transportado gratuitamente por shuttles até ao parque dos Moinhos entre as 4h da tarde e as 08h da manhã nos dois dias do festival.

A exposição de veículos elétricos estará patente durante os dois dias do festival na entrada do recinto e é de acesso gratuito para quem quiser visitar e conhecer modelos alternativos aos veículos movidos a combustíveis fósseis.

À imagem das edições anteriores, haverá estacionamento reservado dentro do recinto para pessoas com mobilidade reduzida e portadores de deficiência.

DL/SF

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