Praça do Rosário renovada ganha nova vida na Lagoa

Requalificação custou 360 mil euros à autarquia tendo sido a obra inaugurada este domingo com uma cerimónia simbólica

Praça do Rosário 21.07.18 DL
Cerimonia simbolica Praça Rosário 21.07.18 DL
Bancos Praça do Rosário 21.07.18 DL
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Praça do Rosário 21.07.18 DL
Cerimonia simbolica Praça Rosário 21.07.18 DL
Bancos Praça do Rosário 21.07.18 DL
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Eduarda, Luís e António escolheram a mesma mesa para assistir ao momento alto de um domingo de sol. Se não fossem as máscaras ninguém diria que a pandemia impede as tradicionais inaugurações. A praça encontrava-se com muitos dos renovados bancos preenchidos pelos lagoenses que procuram a tranquilidade do que outrora foi o principal jardim da cidade. Obra feita nos anos 90 sob a presidência de Luís Alberto Martins Mota, onde a mesma praça era vista como “à frente do seu tempo”, nas palavras do atual arquiteto, Luís Menezes. Foi ele quem liderou a requalificação do espaço, levada a cabo pela Câmara Municipal de Lagoa.

A cerimónia simbólica, que aconteceu este domingo, 18 de julho, marcou o fim de seis meses de intenso trabalho para a requalificação da praça de Nossa Senhora do Rosário, no coração da Lagoa.

“Ficou muito bem, especialmente para os idosos que costumam vir para aqui, uma coisa muito bem feita”, garante Eduarda Medeiros, 75 anos. Luís Pires, 43 anos, afirma que a antiga praça “não tinha condições nenhumas, tinha buracos no chão, os idosos estavam sujeitos a partir alguma perna”. Já António Ventura, 79 anos, alerta para a “falta de duas coisas: mais iluminação” junto à igreja e “abrir a casa de banho ao público”.

Aquando da cerimónia, a presidente da autarquia frisou que esta obra “veio dignificar ainda mais a cidade da Lagoa, revelando-se fundamental no processo de revitalização do centro urbano da freguesia e de reabilitação urbana. A sua utilização foi o centro de toda a intervenção, pensada para os eventos que ali possam ser realizados, assim como, foi pensada para a população mais idosa que todos os dias se concentra naquele local para conviver e  que deste modo veem criadas melhores condições para o seu bem-estar”. 

Em declarações do Diário da Lagoa, Cristina Calisto disse que “a obra representa sobretudo a valorização do nosso património do ponto de vista urbano e do ponto de vista mesmo do edificado em redor daquela que é a principal praça do centro da cidade da Lagoa. Foi um investimento que ficou orçado em 360 mil euros e que consistiu em dar um aspeto mais moderno, mais confortável para quem usufruir desta praça, e ao mesmo tempo utilizando e recorrendo a elementos clássicos que também contribuíram para valorizar no contexto da zona envolvente”.

A autarca espera ”que a população faça uso deste espaço. É verdade que este momento que nós estamos a viver, desta pandemia, não nos permite que esta inauguração seja feita noutros contextos” desejando “que possamos conviver aqui [na praça] doutra forma”.

Para o vice-presidente da autarquia, a requalificação da praça acaba por lhe ser particularmente próxima já que o espaço tinha sido uma obra do pai, Luís Alberto Martins Mota. “O projeto quando apareceu foi extremamente arrojado e isso às vezes cria alguma resistência por parte da comunidade e ao acontecer isso ao longo destes anos foi-se alterando a praça com elementos que ao fim de muito tempo como já eram díspares, descaracterizaram a praça”, explica Ricardo Martins Mota. Daí ter surgido a necessidade de reformular o espaço: “a praça tem gente e o objetivo da praça é ter gente, dar conforto e segurança às pessoas, esse foi o grande objetivo e está a ser conseguido”, garante.

O arquiteto responsável pela obra, Luís Menezes, explica que teve a preocupação de “não descaracterizar algo que na génese estava muito bem conseguido. Toda a distribuição espacial manteve-se tal e qual como ela era, a zona de permanência, a zona de reunião das pessoas para o palco, o anfiteatro, tudo isto ficou porque estava muito bem. Fizemos apenas foi um ajuste em termos de materiais por forma a que a praça ficasse rejuvenescida naquilo que o tempo castigou mais o espaço”.

O responsável explica que a retirada da estrutura do Gabinete de Apoio ao Munícipe substituída por uma pérgola   veio dar mais amplitude ao espaço, resumindo: “é como se fossemos ao barbeiro, a gente entra e sai com a mesma cara só que com um bocadinho de melhor aspeto”.

Texto e fotografia,
Clife Botelho

Categorias: Reportagem

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