Produção agrícola nos Açores tem um forte compromisso com as questões ambientais

O Diretor Regional da Agricultura garantiu, em Lisboa, que a produção agrícola nos Açores tem um forte compromisso com as questões do ambientais e lamentou quem procura, erradamente, distorcer a realidade.

Segundo José Élio Ventura as reduções das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera na Região passam mais por medidas no âmbito energético e não tanto pela redução do efetivo bovino.

O Diretor Regional da Agricultura falava no âmbito do Concurso Queijos de Portugal, organizada pela Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL), em Lisboa, que foi disputada por um total de 210 queijos, dos quais 24 são dos Açores em 23 categorias distintas.

Para José Élio Ventura só por desconhecimento ou má fé se tem procurado passar para a opinião pública a mensagem de que o setor agrícola, particularmente a fileira do leite e da carne, são os que mais contribuem para as emissões de gases com efeito de estufa.

O Diretor Regional destacou toda a aposta que tem vindo a ser feita nos Açores ao nível do conhecimento, da inovação em novas práticas agrícolas, na formação dos próprios agricultores, bem como na modernização das infraestruturas agrícola para que os Açores se continuem a afirmar como uma Região de excelência na produção de leite, de carne e de outros produtos na área da diversificação agrícola, apontando como bom exemplo o leite biológico a lançar brevemente.

Recentemente o Governo Regional anunciou a criação de um grupo de trabalho, envolvendo as organizações de produtores, tendo em vista a elaboração de um plano de ação específico da agricultura e florestas que ajude a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e, ao mesmo tempo, melhore a eficiência das explorações agrícolas e reforce a segurança alimentar.

Neste contexto, José Élio Ventura frisou que face ao esforço e experiência acumulada dos produtores de leite açorianos, pelos investimentos que têm vindo a ser feitos na modernização das explorações, nas agroindústrias, na aposta no bem-estar animal, na melhoria genética e não descurando as excecionais condições naturais de produção, o Governo Regional acredita que o setor está no caminho certo.

O governante recorda que “os Açores, com apenas 2% do território nacional são responsáveis por 53% da produção de queijos do país, um produto que gera emprego, dinamiza a economia local e cria riqueza”.

Quanto ao Concurso Queijos de Portugal, o Diretor Regional da Agricultura disse trata-se de uma iniciativa importante, que contribui positivamente para promover a excelência da qualidade dos queijos portugueses, reforçar o posicionamento nos mercados, criar novas oportunidades de negócio e promover os queijos nacionais junto dos consumidores.

Na categoria “Queijo Flamengo” foi vencedor o queijo “Ilha Azul”, da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF) e na categoria “Ilha” o queijo “São Miguel (9 meses)”, da Unileite.

Os queijos açorianos receberam ainda 7 menções honrosas, designadamente, o “VALFORMOSO”, na categoria “Flamengo”, o “Milhafre dos Açores”, na categoria “Queijo de Vaca Cura Normal”, o “Capelinhos” e o “Milhafre dos Açores”, ambos na categoria “Vaca Cura Prolongada”, os queijos “Beira” e “Lourais”, ambos na categoria “Ilha” e ainda o “VALFORMOSO”, na categoria “Queijo para Barrar”.

DL/Gacs

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