Programa de Governo aprovado na Assembleia Legislativa Regional

JEDGARDO VIEIRA

O Programa do novo Governo dos Açores (PSD/CDS/PPM) foi aprovado esta sexta-feira, 11 de dezembro, na Assembleia Legislativa Regional com 29 votos a favor e 28 votos contra.

O documento, que foi discutido entre quarta-feira e sexta-feira, foi votado favoravelmente pelos deputados dos três partidos que formam o executivo (21 do PSD, três do CDS e dois do PPM), pelos dois deputados do Chega e pelo parlamentar da Iniciativa Liberal, partidos que viabilizam no hemiciclo açoriano o executivo.

Os 25 deputados do PS, os dois do Bloco de Esquerda e o parlamentar do PAN votaram contra o documento.

O anúncio da votação mereceu um aplauso de pé dos membros do Governo Regional e dos parlamentares dos três partidos que formam o executivo.

Os dois deputados do Chega aplaudiram também a votação, embora sentados, e o parlamentar da Iniciativa Liberal não bateu palmas no momento.

O novo Governo Regional dos Açores, liderado por José Manuel Bolieiro, do PSD, tomou posse no final de novembro na Assembleia Legislativa da região, na Horta.

O Programa do novo Governo dos Açores, que tem Artur Lima (CDS-PP) como vice-presidente, reconhece que a região “vive uma situação económica e social delicada” e admite que a pandemia agravou “debilidades” nesses dois campos.

“A Região Autónoma dos Açores vive uma situação económica e social delicada, agravada pelas consequências da pandemia por SARS-CoV-2, que se projeta, de forma dramática, na vida das pessoas e das empresas, agravando a debilidade empresarial e condicionando o desempenho da região e das suas indeclináveis responsabilidades na proteção dos mais desfavorecidos”, diz o executivo no documento.

De acordo com o Governo Regional, “a estabilidade política decorrente de uma maioria plural no plano parlamentar tem de traduzir-se numa governação que permita aos Açores terem ganhos substanciais em relação aos indicadores médios da União Europeia e uma diminuição do peso do Estado e da região na economia e na sociedade”.

Lusa/DL

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