Projeto DIANA promove a inserção de pessoas surdas nas diversas atividades da comunidade

Para assinalar o primeiro aniversário da Coleção Visitável da Matriz de Lagoa, a Paróquia promoveu um espetáculo inédito com a atuação dos grupos “FigoMaduro” e “Mãos que Cantam”. A presença de ambos os grupos aconteceu pela primeira vez nos Açores.

O grupo “FigoMaduro” é composto por uma família que sempre se dedicou à música, destacando-se das inúmeras atuações realizadas até à data, as que fizeram para São João Paulo II em 2000 e para o Papa Bento XVI em 2010 e 2013. Por sua vez, o grupo “Mãos que Cantam”, um coro de pessoas surdas da Universidade Católica Portuguesa formado em 2010 que utilizam a Língua Gestual Portuguesa e a Música como forma de expressão artística, promovendo a inclusão social, destacou-se pela interpretação que fez para o Papa Francisco em 2017, no âmbito do Centenário das Aparições de Fátima, da oração Magnificat que até então nunca tinha sido interpretada em língua gestual no mundo inteiro.

Este momento musical foi promovido pelo Projeto DIANA – Serviço Pastoral de apoio a Pessoas Surdas.

O Projeto DIANA é um projeto que a Paróquia de Santa Cruz tem desenvolvido junto de pessoas surdas, cujo objetivo é inseri-las nas diversas atividades da comunidade, sendo a atividade central a interpretação da Eucaristia Dominical, às 11h30, em Língua Gestual Portuguesa.

Segundo recordou o Pe. Nuno Maiato, como a Paróquia está a investir no projeto DIANA – serviço de apoio a pessoas surdas, este grupo “Mãos que Cantam” tem por objetivo mostrar que a paróquia está de portas abertas a outras pessoas surdas que não fazem parte da comunidade, e é uma forma de chamar a atenção a estas pessoas que aqui podem encontrar um serviço pastoral que tem a atenção às necessidades e à realidade estas pessoas, o que também tem corrido muito bem.

Mas outras iniciativas irão surgir neste âmbito, segundo adiantou o pároco.

A 15 de setembro a Paróquia quer levar um grupo de surdos dos Açores à peregrinação nacional ao Santuário de Fátima, o que será um momento de enriquecimento pessoal e também para este projeto que se pretende que perdure no tempo.

Ao Diário da Lagoa, o Pe. Nuno Maiato destaca o facto de ao nível da participação de surdos na eucaristia é muito reduzido, mas a paróquia está a trabalhar que o projeto possa crescer. “É uma oferta que é feita a surdos de toda a ilha”.

“O facto de se dar uma resposta a este pequeno grupo já é bom, já vale a pena investir no projeto”, realça o pároco, adiantando que “só por estas duas pessoas o projeto faz todo o sentido e é uma aposta ganha, agora é propor a que mais pessoas surdas se possam juntar a este projeto e à comunidade”, reforçou.

DL

Categorias: Local

Deixe o seu comentário