Publicação da obra de Emanuel Félix é “valioso contributo” para a promoção da cultura dos Açores

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O Governo dos Açores presta um “valioso contributo” à promoção da cultura açoriana com a publicação da obra literária completa de Emanuel Félxi, disse, em Lisboa, o Secretário Regional da Educação e Cultura.

Para Avelino Meneses, a realização do primeiro lançamento desta coletânea na Feira do Livro de Lisboa “demonstra um intento de superação das fronteiras do arquipélago na divulgação da nossa escrita e dos nossos escritores”. 

Avelino Meneses, que falava na sessão de apresentação nacional da obra completa deste autor açoriano já falecido, realçou o trabalho desenvolvido ao longo de 50 anos por Emanuel Félix como cronista, ensaísta, professor, técnico de restauro artístico, mas, “acima de tudo, como um grande poeta”. 

Emanuel Félix é, como convergem os críticos nacionais, “seguramente uma das principais vozes literária dos Açores da segunda metade do século XX”, e, fora de portas, a crítica aponta-o reconhecidamente como o introdutor do concretismo em Portugal, frisou Avelino Meneses. 

Na sua intervenção, o Secretário Regional da Educação e Cultura salientou que se identifica nos escritos de Emanuel Félix “a essência da Açorianidade”, isto é, “um misto de isolamento, dado o afastamento dos continentes e a descontinuidade do arquipélago, e de mundividência, dado o exercício de uma função secular na junção de povos, culturas e civilizações”. 

Por isso, a memória do poeta “é bem merecedora” da instituição do Programa Emanuel Félix, recentemente criado pela Direção Regional das Comunidades, que “visa a divulgação dos literatos açorianos junto das comunidades lusodescendentes, onde já preponderam aqueles que pouco dominam a língua de Camões”, frisou.

Avelino Meneses realçou, ainda, o trabalho desenvolvido nos Açores por Emanuel Félix na área do restauro artístico, considerando que, por altura do sismo de 1 de janeiro de 1980, na Terceira, foi o “salvador” de muitas obras de arte e, em S. Jorge, foi o “zelador” da Igreja das Manadas, o primeiro monumento dos Açores a ter classificação nacional. 

A coletânea hoje lançada em Lisboa está estruturada em três volumes, sendo o primeiro dedicado à poesia completa, incluindo inéditos e um CD com seis poemas declamados por Vasco Pereira da Costa, organizador da obra, enquanto no segundo é apresentada a prosa, em ensaios e crónicas, e o terceiro reúne textos de temática e propósitos diversos.

Nos Açores, a obra completa de Emanuel Félix será apresentada sexta-feira, pelas 18H00, nos Paços da Junta Geral, sede da Secretaria Regional da Educação e Cultura, em Angra do Heroísmo, numa sessão que contará com a presença do Secretário Regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, do Diretor Regional da Cultura, Nuno Ribeiro Lopes, do organizador da obra, Vasco Pereira da Costa, e de Álamo de Oliveira, que evocará a figura de Emanuel Félix.

DL/Gacs

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