Região poupou cerca de 120 ME face ao inicialmente previsto, com a SCUT de São Miguel

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas revelou que a Região poupou cerca de 120 milhões de euros, face ao investimento inicialmente previsto, na SCUT de São Miguel.

Ana Cunha, que visitou as instalações da Euroscut, adiantou que, quando a empresa concorreu à concessão da estrada, “fez o seu estudo do crescimento de tráfego, e com base nesse estudo é que fixou a renda, fixou o critério de cálculo da renda. Porque esse tráfego não tem crescido de acordo com aquilo que foi previsto pela Euroscut, e tem tido um crescimento, mas bastante abaixo, isto representa uma poupança para a Região de cerca de 120 milhões de euros, desde o início do contrato, porque o tráfego não está a crescer de acordo com aquilo que era inicialmente previsto”.

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas reiterou ainda o compromisso do Governo dos Açores de não aplicar portagens nas SCUT.

Ana Cunha salientou aos jornalistas que “não há intenção nenhuma, nem nunca houve, da parte do Governo dos Açores, de cobrar portagens na Região Autónoma dos Açores”.

A Secretária Regional explicou que “há um contrato de concessão, que está em curso, que termina em 2036 e que prevê que a estrutura passe para a Região, com a manutenção assegurada por mais 10 anos. A partir daí, que naturalmente, herdamos a propriedade, herdamos a infraestrutura, com tudo o que isso acarreta”.

Ana Cunha adiantou que “o que se pretende é o benefício do utente e aqui hoje ficou claro qual era esse benefício para o utente, até contabilizado de acordo com normas europeias, por exemplo, a nível de quilómetros poupados, horas poupadas na circulação dos utentes dessa via. Esses números são contabilizados e foram demonstrados aqui pela Euroscut, e não numa abordagem aleatória subjetiva, mas de acordo com normativos europeus e que servem de base à avaliação de qualquer concessão deste tipo, pelo mundo fora, e no caso concreto, na Europa”.

Em relação às áreas de serviço a construir pela Euroscut, a Secretária Regional adiantou que “mercê do tráfego estar abaixo, cerca de 20 e qualquer coisa por cento, daquilo que era previsto, essas áreas de serviço não têm surgido de acordo com o cronograma inicial”, acrescentando, no entanto que, “neste momento, de acordo com o que nos disse a Euroscut, temos pelo menos uma área de serviço a surgir na zona de São Roque e eventualmente mais uma, que também poderá surgir no lado norte da ilha, na Maia”.

Ana Cunha adiantou ainda que, embora o tráfego não tenha tido o aumento inicialmente previsto pela própria Euroscut, quando concorreu à concessão, houve, mesmo assim, “um aumento significativo, sem dúvida, e que justifica o aparecimento dessas novas áreas de serviço”, fazendo com que os utilizadores da via passem a beneficiar de “mais um serviço de apoio à infraestrutura”.

DL/Gacs

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