Ribeira Grande disponível para apoiar projetos de recuperação de aprendizagens

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A autarquia da Ribeira Grande, nos Açores, manifestou-se hoje disponível para apoiar a implementação de projetos para a recuperação da aprendizagem dos alunos que permaneceram mais tempo com ensino à distância, devido à pandemia de covid-19.

“Da parte da Câmara Municipal, disponibilizamos todo e qualquer apoio que eventualmente venha a ser necessário para implementar estes projetos que vão ser agora identificados como sendo prioritários para as várias freguesias. Julgamos que é uma iniciativa de louvar, pois é uma forma de minimizar os impactos negativos que a pandemia está a trazer à educação”, afirmou o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, em declarações à agência Lusa.

O autarca social-democrata falava após uma reunião com a secretária regional da Educação, Sofia Ribeiro, onde estiveram também presentes diversas instituições do concelho para abordar o “Plano de recuperação de aprendizagens”.

Na terça-feira, a secretária regional da Educação anunciou que o Governo dos Açores vai implementar uma “diferenciação positiva” para as escolas que permaneceram mais tempo com ensino à distância, devido à pandemia de covid-19, para que sejam recuperados os planos de aprendizagem.

“Faremos uma diferenciação positiva para estas escolas, e em especial para Rabo de Peixe, no que concerne à alocação de recursos por terem sido as escolas numa situação mais prejudicial, de mais tempo com ensino à distância”, afirmou na altura Sofia Ribeiro, após uma reunião com o Conselho Executivo da EBI de Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, vila que tem registado o maior número de casos de covid-19 no arquipélago.

Sofia Ribeiro lembrou que a escola de Rabo de Peixe “foi o estabelecimento de ensino que mais tempo teve em ensino à distância”, devido à pandemia de covid-19.

Assim, no caso das escolas de Vila Franca do Campo e Ribeira Grande, o objetivo é colocar em prática, já nas férias de verão, “um plano” onde se possa “orientar as tarefas e os trabalhos lúdicos” dos alunos para “as necessidades reais dos estudantes”, quer seja ao nível emocional, como ao nível de integração social, complementadas com o domínio da leitura e da escrita, de acordo com as estratégias definidas pelos professores.

Hoje, o presidente da Câmara da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, adiantou à Lusa que a colaboração da autarquia “pode ser a vários níveis”, desde logo disponibilizando instalações para que os projetos de recuperação de aprendizagens possam ser feitos nestes locais e “de forma gratuita”.

“A Câmara Municipal da Ribeira Grande tem uma parceria com várias instituições do concelho e com a cooperativa Ponto Norte, que tem atualmente 14 centros de atividades de tempos livres em funcionamento permanente e que funcionam em espaços do município, nomeadamente em escolas do primeiro ciclo”, explicou Alexandre Gaudêncio.

O autarca manifestou também a disponibilidade da autarquia em alocar recursos técnicos e humanos para estes projetos.

“Desde a primeira hora que a autarquia tem sido uma parte ativa na procura de soluções de minimizar os efeitos da pandemia quer ao nível económico, social e educativo. E manifestamos a nossa intenção em colaborar também nestes projetos, porque esta é uma forma de chegarmos a uma público mais jovem que se viu privado do ensino presencial nos últimos tempos”, realçou.

O presidente da Câmara da Ribeira Grande adiantou ainda que as instituições vão fazer “um levantamento junto das escolas das necessidades formativas para que se possam promover iniciativas que minimizem o efeito da pandemia de covid-19 no ensino, aproveitando a rede atual de ateliers de tempos livres no concelho”.

“Agora, cabe às instituições e às escolas fazerem essa identificação a nível local e, com base nestas necessidades, a autarquia está disponível para colaborar”, reforçou.

O concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, é aquele que conta atualmente com maior número de casos ativos de covid-19, totalizando hoje 153, dos quais 114 na vila de Rabo de Peixe.

O arquipélago tem hoje 264 casos ativos, sendo 257 em São Miguel, três na Terceira, dois no Pico, um no Faial e um em São Jorge.

Lusa/ DL

Categorias: Educação

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