Secretária da Educação reconhece “falta de professores” nos Açores

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A secretária regional da Educação dos Açores, Sofia Ribeiro, admitiu esta segunda-feira, 28 de dezembro, a “falta de professores” no arquipélago, de “forma generalizada”, avançando que o Governo Regional irá criar um plano com a Universidade dos Açores para colmatar as “insuficiências”.

“Estão detetados problemas e insuficiências ao nível dos quadros docentes na região. Como é sabido, nós temos falta de professores na região de forma generalizada, em todas as ilhas e em vários grupos de recrutamento”, declarou Sofia Ribeiro.

Para contrariar as “insuficiências” que a secretária prevê que ainda se “venham a agudizar”, o Governo Regional vai criar uma “parceria com a Universidade dos Açores (UAc) num contexto mais alargado de incentivo à fixação de professores na região”, disse.

A responsável pela pasta da Educação falava hoje no polo de Ponta Delgada da Universidade dos Açores, após uma reunião com o reitor da instituição, João Luís Gaspar.

Sofia Ribeiro afirmou que para colmatar a falta de professores no arquipélago existem “problemas diversos” que é preciso “atacar”, dando o exemplo dos “constrangimentos” à criação de novos cursos na academia açoriana, ao nível da acreditação e dos ‘timings’.

“Desde já fica o compromisso da secretaria da Educação de fazer uma atualização das necessidades dos vários grupos de recrutamento, mas há outros problemas, ao nível de problemas externos e internos, na criação dos novos cursos”, disse.

A secretária regional salientou ainda que na parte de verificação dos cursos vai ser necessário fazer a “aferição das reais possibilidades de financiamento”, mas destacou que a falta de professores não é apenas uma “necessidade atual” e que o executivo pretende fixar os docentes sucessivamente contratados.

“Estamos a falar não apenas numa necessidade atual [de professores], mas de uma necessidade e de uma projeção que tem de ser feita a cinco, 10 e a 15 anos”, assinalou.

Sobre o financiamento regional à UAc, Sofia Ribeiro relevou que se trata de matéria da responsabilidade da presidência do Governo Regional: “Não serei eu a assumir esta responsabilidade”.

“Existem, de facto, áreas muito interessantes em que podemos trabalhar: quer ao nível da aferição das competências dos nossos jovens, para que depois possam prosseguir estudos na universidade, quer ao nível da formação de professores, quer ao nível de cursos técnicos superiores”, acrescentou, referindo-se à relação entre a academia e o executivo regional.

Na ocasião, o reitor João Luís Gaspar considerou a reunião “muito produtiva” e concordou que a formação de professores é um “problema” da região.

“São processos longos de implementação [de cursos], portanto urge trabalhar rapidamente no sentido de podermos preparar a universidade para responder a este grande desafio da região”, afirmou.

Em 21 de setembro, no âmbito da pré-campanha eleitoral, o então candidato pelo PSD/Açores, atual presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, criticou a verba de 350 mil euros anuais atribuída à academia açoriana pelo então governo socialista, considerando necessário o reforço do apoio.

Lusa/DL

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