Um morto e 28 desalojados em incêndio na ilha do Faial

SARA SOUSA OLIVEIRA / DL

Uma mulher de 56 anos morreu na noite de terça-feira, na sequência de um incêndio que deflagrou no apartamento onde residia, na ilha do Faial, e deixou também desalojadas 28 pessoas.

O comandante dos Bombeiros Voluntários Faialenses, Nuno Henriques, disse que o alerta foi dado por volta das 18:00 de terça-feira, 15 de dezembro, e quando os bombeiros chegaram ao local, já as chamas consumiam quase todo o apartamento da vítima mortal, situado no primeiro andar de um bloco residencial.

“A vítima ainda foi retirada do local com vida, mas acabou por sofrer uma paragem cardiorrespiratória dentro da ambulância, a caminho do Hospital da Horta, provavelmente devido à inalação de fumos”, adiantou.

O comandante dos Bombeiros Voluntários Faialenses disse também que dez pessoas, que ficaram retidas nos apartamentos do 2.º piso do mesmo bloco de apartamentos, foram também encaminhadas para o hospital, para observação, também devido à inalação de fumo.

“Os moradores dos apartamentos do piso superior não conseguiram sair pelos seus próprios meios, porque a caixa de escadas estava cheia de fumo e de gases, e só conseguiram abandonar o edifício com a ajuda dos bombeiros”, acrescentou.

Nuno Henriques indicou que 28 pessoas ficaram temporariamente desalojadas na sequência deste incêndio e o regresso a casa irá depender de uma avaliação a ser feita, hoje de manhã, por técnicos da Câmara Municipal da Horta e do Governo Regional.

“Por uma questão de precaução, todos os moradores foram realojados numa residencial da ilha, até que se conheça, com mais pormenor, a verdadeira dimensão dos dados provocados pelo incêndio naquele bloco residencial”, explicou o comandante dos bombeiros do Faial.

Nuno Henriques disse também que a origem deste incêndio, para o qual foram mobilizados 24 bombeiros e oito viaturas, está ainda por determinar, mas adiantou que a PSP da Horta está já a investigar o caso.

O bloco residencial onde o incêndio deflagrou é de construção recente e foi edificado para realojar algumas das famílias sinistradas do sismo de 1998, que danificou parte significativa do parque habitacional da ilha do Faial.

Lusa/DL

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