Vasco Cordeiro defende postura de “inconformismo e exigência” para fortalecer cada vez mais a Agricultura açoriana

O Presidente do Governo inaugurou a Feira Açores 2018, onde defendeu que todas as entidades públicas e privadas devem assumir uma postura de “inconformismo e exigência” que permita ultrapassar os vários desafios do setor e fortalecer, cada vez mais, a Agricultura açoriana.

Na abertura deste certame dedicado à Agricultura açoriana, que decorre no Parque Multissetorial da Terceira, recentemente inaugurado, o Presidente do Governo defendeu ainda que este inconformismo e, sobretudo, esta exigência impõe que se reconheça que, também fruto do esforço de formação, a relação entre os serviços oficiais e os agricultores é, cada vez menos, uma relação entre emissores e destinatários e, cada vez mais, uma relação entre parceiros.

Segundo disse, para um fortalecimento global desta fileira será muito útil reforçar os mecanismos de partilha de informação, para que todos possam ficar melhor elucidados e esclarecidos sobre as razões pelas quais a recuperação do preço do leite pago à produção se arrasta, levando a que, atualmente, o preço nos Açores mantenha um diferencial que persiste ou que, às vezes, aumenta em relação ao continente e à Europa, quando deveria esbater-se.

De acordo com o Presidente do Governo, este inconformismo e esta exigência deve ser também aplicada no plano externo, face ao país e à União Europeia, sobretudo no momento em que já se conhecem as propostas da Comissão para o próximo período de programação financeira, em especial no que tem a ver com a Política Agrícola Comum (PAC).

Em segundo lugar, a opção política de reforçar a intervenção da Comissão em detrimento daqueles que são os programas geridos pelos Estados e pelas Regiões, alertou o Presidente do Governo, para quem, com a diversidade de agricultura que se verifica a nível europeu, esta opção deve suscitar as maiores reservas, pois não tem em conta, em toda a sua extensão, o cuidado e a atenção dirigida às agriculturas de cada um dos países e das regiões.

Um terceiro aspeto prende-se com a proposta que a Comissão apresentou de redução do POSEI, uma opção que não encontra justificação no montante que se prevê poupar, tendo em conta o montante global da PAC dirigido a Portugal, e que não encontra justificação, também, na própria avaliação que a Comissão faz do funcionamento do POSEI, ao nível da atenção da UE face às Regiões Ultraperiféricas.

Outra preocupação tem a ver com o tempo de implementação do próximo quadro de programação financeira, sublinhou Vasco Cordeiro, ao preconizar que é essencial que este quadro esteja concluído e regulamentado até ao final do primeiro semestre do próximo ano, para permitir que não existam intervalos demasiado longos quanto à utilização destas verbas.

Na sua intervenção, o Presidente do Governo destacou, por outro lado, o trajeto feito de melhoria da Agricultura açoriana, apontando, entre outros, os exemplos das áreas do maneio animal, do maneio das pastagens, da infraestruturação de água, energia e acessos às explorações, do melhoramento genético, da quantidade e qualidade da produção de leite e lacticínios e do reforço do investimento público e privado neste setor.

DL/Gacs

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