Videojogos na Educação 2.0

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Os videojogos são uma das formas de multimédia interativo mais populares no planeta. São objetos de debate, inúmeros estudos, e artigos de toda a natureza, mas normalmente ausentes das práticas educativas. Mesmo incluindo algumas das suas propriedades, os videojogos possuem uma natureza diferente dos livros, da música, e do cinema, que há muito se estabeleceram na escola. A natureza da sua interação não facilita a mediação pelo docente, ao que acrescem as dificuldades técnicas e de uso. A aplicação de videojogos em sala de aula não é tão popular como seria de esperar dada a sua extensa presença na sociedade. A introdução dos videojogos na sala de aula é rara, talvez porque a quantidade dos videojogos supera de longe a qualidade no que respeita às características que  estes necessitam de ter para serem usados na escola. A criação dos ditos jogos sérios e a adequação de jogos comerciais ao ensino foi abordada na segunda edição da Palestra Videojogos na Educação, que realizou no dia 5 de Abril de 2022, na Escola Secundária de Lagoa.

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A Palestra Videojogos na Educação 2.0 enveredou pelas STEM e pela implementação dos videojogos em contexto educativo. Na primeira  parte, a Professora Paula Silva abordou a componente pedagógica do Projeto ISU, que pretende estabelecer comunicação com a Estação Espacial Internacional, apontando para a importância das STEM e a convergência que as mesmas podem ter com as simulações associadas a videojogos. O professor José Silva apresentou o projeto Inventio, no qual se desenvolve um videojogo sobre o descobrimento dos Açores. Em ambos os projetos, o seu percurso é mais importante do que o seu fim, pois levam ao desenvolvimento de competências de futuro, não limitadas geograficamente, pois o mercado de videojogos e aplicações não sofre com a insularidade. Na segunda parte, interveio o designer de videojogos açoriano, Lázaro Raposo, que entre outros feitos, criou a primeira empresa de videojogos dos Açores, a Cereal Games. Este especialista, que tem sido um pioneiro no arquipélago, apresentou o percurso da sua companhia de videojogos, passando a explorar quais as características que deveriam ter os denominados Serious Games. Por fim, um outro especialista em videojogos, Rasmus Pechuel, da empresa alemã Ingenious Knowledge, apresentou vários argumentos que poderão justificar a introdução dos videojogos na educação. Ramus Pechuel fez ainda o ponto de situação do projeto Shadows, o videojogo que está a ser desenvolvido no âmbito de um projeto Erasmus+ na Escola Secundária de Lagoa. Tivemos ainda apresentação em palco de um robô pelo técnico do Expolab, André Ruela, que em em colaboração com outros elementos daquela instituição participou nas atividades no Hall da Escola, que tiveram lugar no início, no intervalo e no fim da palestra.

Assista à gravação da palestra, clicando, aqui.

João L. Freitas
Erasmus+ Project Shadows

Categorias: Opinião

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